ONU: Coreia do Norte usa hackers para driblar sanções e financiar programa nuclear

Segundo relatório da ONU, hackers ligados ao regime norte-coreano roubaram US$ 316 milhões de exchanges de criptoativos e instituições financeiras entre 2019 e 2020

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou relatório em que afirma que a Coreia do Norte promoveu uma série de ataques cibernéticos à corretoras de criptoativos e instituições financeiras para driblar as sanções da entidade e financiar seu programa de desenvolvimento armas nucleares.

No relatório enviado ao seu Conselho de Segurança, a ONU diz que, entre 2019 e 2020, hackers do país asiático roubaram mais de 316 milhões de dólares com essa finalidade.

O relatório afirma que foram investigadas atividades “maliciosas” do Reconnaissance General Bureau — a principal agência de inteligência da Coreia do Norte — incluindo alvos "como os ativos digitais e provedores de serviços de ativos digitais, e ataques a empresas de defesa”. Os valores obtidos com os ataques cibernéticos seriam lavados em mercados de balcão chineses com o objetivo de obter moedas fiduciárias como o dólar.

Os especialistas da ONU que analisaram o caso citaram também um único ataque, em setembro de 2020, que roubou 281 milhões de dólares em criptoativos. Apesar de não divulgarem detalhes, o caso pode se referir ao ataque de hackers contra a exchange asiática KuCoin, que aconteceu no mesmo período e que envolveu o roubo de valores semelhantes.

O programa de desenvolvimento de armas nucleares e de destruição em massa vem sofrendo sanções da ONU desde 2006, quando o país realizou o primeiro teste de uma arma nuclear. A decisão afetou as exportações norte-coreanas para a maioria dos países e também suas importações.

Apesar disso, segundo a ONU, o país tem utilizado formas de manter os programas ativos com estratégias como a importação clandestina de petróleo e o acesso às redes financeiras internacionais através de ataques cibernéticos.

Em agosto de 2019, a ONU afirmou que os hackers norte-coreanos obtiveram ilegalmente receitas estimadas "em até 2 bilhões de dólares” para financiar seus programas de armas.

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