Queridinha de Elon Musk, doge passa bitcoin e é a criptomoeda mais citada no Twitter

Ranking de menções na rede social de fevereiro tem dogecoin na liderança pela primeira vez, após tweets de Elon Musk e alta meteórica do seu preço

A dogecoin, criptomoeda criada a partir de um meme e que se tornou a "queridinha" de Elon Musk, ultrapassou o bitcoin e foi o ativo digital mais citado no Twitter em fevereiro, segundo pesquisa da ICO Analytics.

O relatório da empresa, divulgado nesta quarta-feira, 3, analisou a quantidade de citações sobre os 150 maiores criptoativos do mercado na rede social. A dogecoin, que em janeiro ocupou a terceira colocação no ranking, ultrapassou bitcoin e ether — os dois maiores criptoativos do mundo — e ficou com a liderança, responsável por 10,4% dos tweets sobre cripto no último mês.

O bitcoin, com 10,1%, e o ether, com 8,9%, ficaram com a segunda e a terceira colocações, respectivamente. A quarta colocada no ranking foi o cardano (ADA), cujo preço triplicou ao longo de fevereiro, levando o criptoativo ao posto de terceiro maior do mundo por valor de mercado. Em janeiro, o cardano era apenas o sétimo na lista de menções no Twitter da ICO Analytics.

A liderança da dogecoin, que foi criada como uma brincadeira em 2013 — não é por acaso que leva um meme no nome e no logo — vem no embalo das mensagens de Elon Musk sobre o projeto. Ao longo de fevereiro, o fundador da Tesla citou a criptomoeda diversas vezes na rede social, chamando-a de "criptomoeda do povo", dizendo que poderia "literalmente chegar à lua", entre várias outras mensagens.

Além disso, a dogecoin vem num movimento de alta de fazer inveja no bitcoin. Desde janeiro de 2020, são mais de 4.000% de aumento no preço, o que levou a criptomoeda a se tornar viral não apenas no Twitter, mas também no TikTok e no Reddit, onde um grupo chegou a se mobilizar para fazer seu preço subir ainda mais.

Apesar da popularidade em alta, a dogecoin é bastante criticado por especialistas em criptoativos, que temem que uma brincadeira seja levada tão a sério. Entre os problemas comumente citados, está o fato de apenas um endereço ser dono de mais de 27% de todas as unidades de dogecoin existentes — fato que inclusive foi criticado por Elon Musk — e também a ausência de atualizações e desenvolvimento da rede, inalterada desde pouco depois do seu lançamento — polêmica que esfriou com uma atualização divulgada no início desta semana, que promete melhorias de performance.

No curso "Decifrando as Criptomoedas" da EXAME Academy, Nicholas Sacchi, head de criptoativos da Exame, mergulha no universo de criptoativos, com o objetivo de desmistificar e trazer clareza sobre o funcionamento. Confira.

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