Future of Money

Blockchain Sui atrai R$ 1,5 bilhão em 30 dias e supera concorrentes no mercado

Lançado em 2023, nova rede busca oferecer mais escalabilidade para projetos e tem ganhado espaço

Blockchain Sui estreou no mercado em maio, contando com uma criptomoeda própria (Reprodução/Reprodução)

Blockchain Sui estreou no mercado em maio, contando com uma criptomoeda própria (Reprodução/Reprodução)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 19 de fevereiro de 2024 às 18h12.

O blockchain Sui foi lançado em maio de 2023, mas já tem conquistado um espaço relevante no mercado. Dados mais recentes apontam que, em dezembro do ano passado, o projeto atingiu um novo pico de transações por segundo e um crescimento de valor investido, superando concorrentes.

Dados da plataforma DeFiLlama apontam que, entre novembro e dezembro do ano passado, o chamado capital total investido, ou TVL, passou de US$ 211 milhões para US$ 593 milhões, um incremento de US$ 310 milhões (R$ 1,5 bilhão, na cotação atual). A métrica é uma das mais importantes para blockchains, já que indica o grau de uso da rede e o tamanho dos seus projetos.

O Sui foi um dos lançamentos mais aguardados pelo mercado em 2023. O projeto foi idealizado por ex-funcionários da Meta, a empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, com foco em projetos de finanças descentralizadas (DeFi, na sigla em inglês).

Os criadores afirmam que a rede consegue oferecer mais escalabilidade que os seus concorrentes. E, pelo menos até o momento, ela tem sido bem recebida pelo mercado. O TVL de protocolos de DeFi mais que dobrou desde o lançamento, após um período de baixa adesão logo após a estreia.

À época, a criptomoeda nativa do blockchain, também chamado de Sui, chegou a cair mais de 68%. Desde então, porém, ele acumula uma valorização de 131%, mais que compensando as perdas nos primeiros cinco meses de negociação. Dados apontam que o valor enviado para o Sui veio principalmente da Ethereum.

Com os números, o Sui superou outros blockchains concorrentes em TVL, caso da Aptos, Cardano e Near. O Aptos é frequentemente comparado com o Sui porque as duas redes foram criadas usando a mesma linguagem de programação, que também foi usada no projeto de blockchain da Meta, o Diem, que foi encerrado há alguns anos.

Em 22 de dezembro, o Sui registrou um recorde de 6 mil transações por segundo na rede, mas a alta nas movimentações não resultaram em uma alta nas taxas, como já ocorreu em outras redes blockchains. Para analistas, o caso confirmou o potencial do projeto e tem ajudado a atrair mais usuários e capital.

Crescimento do Sui vai continuar?

João Galhardo, analista da Mynt, plataforma cripto do BTG Pactual, avalia que o crescimento do TVL está ligado também à própria valorização da criptomoeda, com um "crescente interesse de usuários em transferir seus recursos para este blockchain".

"Um dos fatores que contribui para esse fenômeno, invariavelmente, é a perspectiva de obtenção de airdrops. Com o ecossistema em expansão, caracterizado pelo surgimento de novos protocolos e o prospecto de lançamento de tokens por protocolos já estabelecidos, a busca por airdrops emerge como uma motivação relevante para a migração de ativos", ressalta.

Ao mesmo tempo, ele avalia que "a sustentabilidade do aumento do TVL será um indicador crucial para a rede. Isso demonstrará se o valor agregado tem a intenção de permanecer no blockchain, diferenciando-se de um TVL meramente oportunista".

Até quando você vai deixar de investir em crypto? Abra sua conta na Mynt e explore novas formas de investir sem medo. Clique aqui para desbloquear seu mundo crypto.

Siga o Future of Money nas redes sociais: Instagram | Twitter | YouTube Telegram | Tik Tok

Acompanhe tudo sobre:BlockchainCriptomoedasCriptoativos

Mais de Future of Money

Ex-CEO da FTX vai ajudar clientes em processo contra Gisele Bündchen e outros famosos

Bitcoin tem pouca variação de preço pós halving: “mercado já deu as caras”, diz especialista

Venezuela quer usar criptomoedas para negociar petróleo e driblar sanções dos EUA

Mineradores de bitcoin têm receita recorde de R$ 500 milhões após halving

Mais na Exame