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Bitcoin ronda US$ 25 mil enquanto mercado segue com bancos no radar

Maior criptomoeda do mundo tem tido uma boa performance no mês, apesar de temores de uma crise bancária em larga escala

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Bitcoin acumula alta de mais de 6% em março (Reprodução/Reprodução)

Bitcoin acumula alta de mais de 6% em março (Reprodução/Reprodução)

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João Pedro Malar

Publicado em 16 de março de 2023, 11h16.

Última atualização em 16 de março de 2023, 11h35.

O bitcoin opera nesta quinta-feira, 16, rondando a estabilidade, mas ainda próximo do patamar de US$ 25 mil. O ativo tem um desempenho melhor que o do mercado de criptomoedas como um todo, mas ambos apresentaram uma performance positiva nos últimos dias mesmo com os temores no mercado financeiro sobre uma possível crise bancária após a falência de bancos regionais importantes nos Estados Unidos.

De acordo com dados do CoinGeck, a maior cripto do mundo acumula uma queda de 0,6% nas últimas 24 horas, cotada a US$ 24.916. Já o segmento cripto como um todo registra perda de 1,3% na capitalização total de mercado. O movimento indica um dia de realização de lucros por parte dos investidores depois das fortes altas no setor, resultando em algum grau de correção nas cotações.

Ayron Ferreira, head de research da Titanium Asset, observa que os mercados globais estão mais estáveis nesta quinta-feira depois de uma forte volatilidade nos últimos dias. Na quarta-feira, 15, ações de bancos chegaram a ter fortes quedas devido às preocupações com a saúde financeira do Credit Suisse, uma das maiores instituições bancárias do mundo.

Entretanto, sinalizações de ajuda do banco central suíço aliviaram os temores por parte dos investidores. Ferreira explica que, no momento, a maior dúvida é sobre o impacto que esse problema e as falências nos EUA terão em outros bancos. Nesse cenário, o mercado passou a projetar uma suavização do ciclo de alta de juros pelo Federal Reserve, o que beneficia o bitcoin e as criptomoedas como um todo.

"Se o cenário de cortes [de juros] neste ano se concretizar, será uma mudança relevante de postura do Fed, o que poderia beneficiar os ativos de risco. No entanto, o cenário ainda é incerto, pois ainda pode ser cedo para descansar em relação à inflação", ressalta Ferreira.

Na visão dele, o preço do bitcoin "está performando muito bem diante dessa situação de estresse no mercado, e sobe 6,87% no mês, se saindo muito melhor do que o Nasdaq e o S&P500. É um teste importante para o bitcoin, que sobe junto com o ouro (5,69%), um ativo de segurança. No entanto, o dólar (DXY), ativo historicamente conhecido por ser um ativo de segurança, cai 0,48%".

Comportamento futuro do bitcoin

Para o head da Titanium Asset, o cenário atual pode acabar sendo um "momento histórico" para a criptomoeda, já que pode representar uma virada na visão da maior parte do mercado sobre o ativo, passando a considerá-lo como um "ouro digital". Ele acredita que ainda é cedo para saber se essa mudança já aconteceu, mas a busca por bitcoin tem ajudado o mercado cripto como um todo a valorizar nos últimos dias.

Já Tasso Lago, gesto de fundos privados em criptmoedas, destaca que o segmento de tokens ligados a projetos de inteligência artificial segue com um desempenho "muito forte", em especial moedas como FAT, AGIX e Shadow, que "estão demonstrando bastante força dentro de um mercado baixista de correção".

Ele destaca ainda o SNX, criptomoeda nativa da Synthetix Network, que tem tido "bastante volume de compra" e uma forte valorização nos últimos dias. Mesmo assim, ele ressalta que o bitcoin ainda "é quem comanda o mercado", mas precisa romper o patamar de US$ 26 mil para que ocorra uma tendência maior de alta que a atual. Enquanto isso não ocorrer, ele acredita que a tendência será a de rondar os US$ 25 mil, com leves variações.

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João Pedro Malar

João Pedro Malar

Repórter do Future of MoneyFormado em Jornalismo pela ECA-USP, onde atualmente é mestrando em Comunicação. Ingressou na EXAME em 2022 e cobre temas ligados à digitalização da economia, como criptomoedas e meios de pagamentos.