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Editora do Future of Money
Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 10h28.
Nesta segunda-feira, 2, o bitcoin é negociado na casa dos US$ 77 mil após ter despencado abaixo de US$ 75 mil no final de semana. A maior criptomoeda do mundo, que se aproximava dos US$ 100 mil nas últimas semanas, teve um profundo movimento de queda.
No momento, o bitcoin é cotado a US$ 77.941, com queda de 0,4% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, a criptomoeda acumula queda de mais de 11%.
O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, sinaliza "medo extremo" em 14 pontos, uma de suas pontuações mais baixas. O índice vai de 0 a 100.
"A recente queda do bitcoin abaixo de US$ 75 mil e do ether abaixo de US$ 2.2 mil é impulsionada principalmente pelo sentimento negativo persistente no mercado cripto, seguida por correções no ouro e nos metais preciosos, em um movimento clássico de ajuste. A incerteza em torno do novo presidente do Fed, somada a preocupações macroeconômicas mais amplas relacionadas à liquidez, caracteriza esse movimento como um evento de desalavancagem amplificado por um choque macroeconômico, e não como uma mudança estrutural", explicou Guilherme Prado, country manager da Bitget.
"Apesar da correção recente, o interesse estrutural pelo setor cripto continua forte; o movimento atual reflete mais um ajuste de curto prazo do que uma perda de confiança na indústria. Ainda assim, no curto prazo, o risco de liquidações em cascata pode intensificar a volatilidade, reforçando a importância de infraestrutura resiliente e de uma gestão de riscos robusta para sustentar o crescimento do setor", acrescentou.
Em comentário enviado à EXAME, Guilherme Prado afirmou esperar oscilações para o bitcoin e o ether em faixa ampla de negociação:
"Para o bitcoin, esperamos oscilações de curto prazo entre US$ 70 mil e US$ 80 mil, com possíveis quedas pontuais em função da liquidez reduzida, enquanto o ether pode apresentar uma faixa ampla de negociação entre US$ 1.8 mil e US$ 2.6 mil. A estabilização pode ser confirmada por uma recuperação do Índice de Medo e Ganância acima de 40 e pela redução dos volumes de liquidação, enquanto uma pressão adicional de baixa pode ser sinalizada por saídas persistentes dos ETFs à vista", disse o especialista.
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