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Banco JPMorgan realiza primeira transação usando tecnologia blockchain

Ação é considerada a primeira do tipo por uma grande instituição financeira, representando um marco para o setor de finanças descentralizadas

Movimento do JPMorgan ocorre enquanto grandes players financeiros afirmam que há um grande futuro para a tokenização de ativos (Mike Segar/Reuters)

Movimento do JPMorgan ocorre enquanto grandes players financeiros afirmam que há um grande futuro para a tokenização de ativos (Mike Segar/Reuters)

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Cointelegraph Brasil

3 de novembro de 2022, 15h53

O gigante bancário multinacional JPMorgan executou com sucesso sua primeira transação internacional usando finanças descentralizadas (DeFi, na sigla em inglês) em um blockchain público.

A transação foi facilitada pelo Projeto Guardian da Autoridade Monetária de Singapura (MAS) na quarta-feira, 2 — e foi estabelecido como parte de um programa piloto para “explorar potenciais aplicações financeiras descentralizadas (DeFi) nos mercados de financiamento por atacado”.

Com isso, o piloto foi mais um passo para examinar como as instituições financeiras tradicionais podem usar ativos tokenizados e protocolos DeFi para realizar transações, entre outros casos de uso.

(Mynt/Divulgação)

O DBS Bank, maior banco de Singapura, a empresa bancária com sede em Tóquio SBI Digital Asset Holdings e a plataforma de liderança empresarial Oliver Wyman Forum também participaram do programa piloto.

A negociação foi executada na rede blockchain Polygon, usando uma versão modificada do código de contratos inteligentes do protocolo de empréstimos descentralizados Aave.

A MAS disse que uma “transação de câmbio cruzado ao vivo” foi realizada, envolvendo depósitos tokenizados em dólares de Singapura e ienes japoneses, juntamente com um exercício simulado de compra e venda de títulos do governo tokenizados.

Tyrone Lobban, chefe do departamento de blockchain e ativos da Onyx Digital, uma unidade de negócios do JPMorgan, compartilhou a notícia no Twitter no mesmo dia em que a transação ocorreu, observando que os depósitos tokenizados foram a primeira emissão do tipo realizada por um banco.

O diretor de fintechs da MAS, Sopnendu Mohanty, disse que a ação era um “grande passo” em direção a redes financeiras mais eficientes, e que o piloto ajudou a desenvolver a estratégia de ativos digitais do país, comentando:

“Os pilotos liderados por participantes do setor demonstram que, com as proteções apropriadas, os ativos digitais e as finanças descentralizadas têm o potencial de transformar os mercados de capitais.”

Umar Farooq, CEO da Onyx JPMorgan, disse à Bloomberg que a transação “foi a primeira vez que um grande banco, possivelmente qualquer banco, tinha efetuado depósitos tokenizados em um blockchain público.”

O protocolo de empréstimos DeFi Aave também comentou sobre o novo piloto, acrescentando que a transação foi um “grande marco” para o setor, pois “representa um grande passo para unir ativos financeiros tradicionais com DeFi”.

O Projeto Guardian foi lançado oficialmente em maio de 2022, cerca de um mês após a parceria entre o JPMorgan e a DBS para construir uma nova plataforma interbancária blockchain em complementação ao trabalho com moedas digitais do banco central (CBDCs).

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O marco ocorre quando muitos dos maiores players financeiros afirmam que há um grande futuro para a tokenização de ativos do mundo real baseada na tecnologia blockchain.

O Boston Consulting Group estimou que o total dos ativos ilíquidos tokenizados chegará a US$ 16,1 trilhões até 2030 em um relatório de setembro de 2022.

Já Cynthia Wu, diretora de operações da plataforma de serviços de ativos digitais Matrixport, disse recentemente que “quase tudo poderá ser tokenizado em cinco a dez anos” e que os tokens não fungíveis (NFTs, na sigla em inglês) poderão ser o instrumento usado para representar ativos fora das redes blockchain, como escrituras imobiliárias, ações e títulos.

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