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Última dança? 'Quarentões' Cristiano Ronaldo e Modrić podem se despedir de Copas hoje

Especialistas indicam que longevidade é resultado de evolução em diversas áreas do futebol

Cristiano Ronaldo: novo contrato do craque vale mais de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2,1 bilhões)  (Jonathan Moscrop/Getty Images)

Cristiano Ronaldo: novo contrato do craque vale mais de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2,1 bilhões) (Jonathan Moscrop/Getty Images)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 2 de julho de 2026 às 15h29.

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A partida entre Portugal x Croácia na noite desta quinta-feira pode representar definitivamente a última dança para Cristiano ou Luka Modrić, ídolos de suas seleções e dois dos oito atletas da Copa do Mundo com mais de 40 anos.

Ex-companheiros de Real Madrid, eles entram em campo cientes de que uma eliminação na fase de 16avos pode representar o último jogo de cada um deles naquela que é considerada a maior competição do planeta.

A edição atual da Copa do Mundo bateu recorde com oito atletas com 40 anos ou mais; o total é maior que as últimas 22 edições de Copa somadas, que tiveram apenas sete atletas nessa faixa etária.

Entre os jogadores de linha, ninguém mais ninguém menos que Cristiano Ronaldo é o mais velho, com 41 anos. É o sexto mundial do atacante português, que igualou o recorde do goleiro mexicano Guillermo Ochoa, de 40 anos e que também disputa a Copa, e Lionel Messi, que vai completou 39 anos nos próximos dias.

Os 'vovôs' da Copa

O atleta mais velho da edição de 2026 foi o goleiro Craig Gordon, de 43 anos, reserva na Escócia.

Além de Gordon, CR7 e Ochoa, completam a lista dos "quarentões" mais três goleiros: Manuel Neuer, campeão mundial em 2014, da Alemanha; Fernando Muslera, do Uruguai, e Vozinha, de Cabo Verde, todos com 40 anos, e Edin Džeko, de Bósnia, da mesma idade.

Se no gol o jogador mais velho a atuar foi Essam El Hadary, de Egito, com 45 anos, entre os atletas de linha o recorde é do atacante camaronês Roger ​Milla, que continua sendo o jogador mais velho a marcar um gol em Copa do Mundo, após balançar as redes aos 42 anos ‌na Copa de 1994.

Mas o que explica essa longevidade dos atletas atualmente? Prevenção, recuperação e novas técnicas de evolução nos mais diversos departamentos do futebol são alguns dos fatores.

Longevidade e treinamento

"A longevidade dos atletas é resultado de uma evolução muito grande em diversas áreas que cercam o futebol. Hoje, existe um trabalho multidisciplinar integrado, envolvendo preparação física, fisiologia, nutrição, medicina esportiva, análise de desempenho e recuperação. Os clubes passaram a investir mais em ciência e tecnologia para entender melhor o corpo do atleta e tomar decisões mais precisas sobre treinamento e descanso", diz Roger Machado, treinador e professor da CBF Academy

Para Bianca Carneiro, especialista pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física, a prevenção ganhou um papel estratégico no esporte de alto rendimento, mas ela não substitui a recuperação. "Hoje sabemos que a melhor lesão é aquela que não acontece, por isso existe um investimento cada vez maior em monitoramento, controle de carga e programas preventivos. Ao mesmo tempo, a recuperação deixou de ser algo que acontece apenas após uma lesão e passou a fazer parte da rotina diária para sustentar o desempenho ao longo de toda a temporada", falou. A especialista ainda afirma que, "a maior mudança do esporte moderno seja justamentede que não se trata de treinar mais, e sim de treinar melhor."

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