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Órigo emite título verde para ampliar parque de geração solar

Empresa que opera fazendas solares em Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco captou 64 milhões de reais em operação coordenada pelo Itaú

Fazenda solar da Órigo: empresa irá construir quatro novos empreendimentos com os recursos captados (Órigo/Divulgação)

Fazenda solar da Órigo: empresa irá construir quatro novos empreendimentos com os recursos captados (Órigo/Divulgação)

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Rodrigo Caetano

Publicado em 24 de fevereiro de 2021 às 10h26.

Última atualização em 24 de fevereiro de 2021 às 12h25.

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A Órigo Energia, empresa que opera fazendas solares no modelo de geração distribuída, realizou nesta semana a primeira emissão de títulos verdes (green bonds) para projetos de energia solar na América Latina. A operação captou 64 milhões de reais e foi coordenada pelo banco Itaú. Os recursos serão utilizados para a expansão dos parques solares da Órigo.  

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Segundo Surya Mendonça, CEO da companhia, a escolha pelo green bond foi uma forma de abrir esse mercado para o setor de geração distribuída, modelo de negócios adotado pela Órigo, em que a geração da energia acontece perto do local de consumo. “Não tivemos uma vantagem expressiva”, afirmou Mendonça. “Mas isso é porque fomos os primeiros.” 

Os títulos foram oferecidos para os clientes private label do Itaú. De acordo com Caio Viggiano, diretor de renda fixa do banco, a demanda era por um volume maior de dívida. “Operações bem estruturadas, como essa, são muito procuradas", afirma.  

Para a Órigo, o principal benefício de optar pelo título verde é o tempo de pagamento. Os juros estabelecidos foram de 10% mais o IPCA, para um prazo de 10 anos, com carência de 18 meses. “Como ainda não podemos emitir títulos de infraestrutura, essa é a melhor opção para financiar nossos projetos, que são de longo prazo”, afirma Rogerio Santos, CFO da companhia. O setor de geração distribuída não está enquadrado como infraestrutura pelo Ministério de Minas e Energia, por isso a necessidade de utilizar os CRIs.  

Luiza de Vasconcellos, especialista ESG do Itaú, explica que há dois tipos de títulos sustentáveis mais utilizados atualmente, os green bonds e os sustainability bonds. No primeiro caso, os recursos captados só podem ser utilizados em um projeto específico, que traga uma contrapartida ambiental, como a redução das emissões de carbono. No segundo, os recursos não estão atrelados a projetos específicos, porém, o custo da dívida depende de metas a serem atingidas pelo emissor.  

“Para a energia solar, faz mais sentido o green bond, já que são projetos verdes por natureza", diz Vasconcellos. “Os sustainability bonds são mais utilizados por empresas que possuem estratégias socioambientais bem definidas.” 

Foco em pessoa física  

A Órigo conta atualmente com 8 mil clientes, entre pequenas e médias empresas e pessoas físicas, com presença equivalente. Segundo o CEO, há um enorme potencial para crescer entre os consumidores domésticos. “É uma questão de tempo", diz Mendonça.  

Com os recursos captados, a Órigo irá construir mais quatro fazendas em Minas Gerais, adicionando 10 MW aos 45 MW de potência instalada que a companhia possui.  

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