Economia

Proposta da reforma da Previdência é injusta, diz CUT

O presidente diz que a idade mínima de 65 anos é "injusta com a classe trabalhadora, em especial com os que começam a trabalhar mais cedo e as mulheres"

Previdência: segundo o presidente da CUT, "uma coisa é trabalhar até os 65 anos com bons salários, plano de saúde e ambiente saudável" (Antonio Cruz/ABr/Reprodução)

Previdência: segundo o presidente da CUT, "uma coisa é trabalhar até os 65 anos com bons salários, plano de saúde e ambiente saudável" (Antonio Cruz/ABr/Reprodução)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 5 de dezembro de 2016 às 22h20.

Brasília - O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, diz que o sindicato "jamais irá aceitar que desiguais sejam tratados de forma igual" na reforma da Previdência.

Em nota divulgada nesta noite de segunda-feira, 5,o presidente da entidade diz que a idade mínima de 65 anos é "injusta com a classe trabalhadora, em especial com os que começam a trabalhar mais cedo e as mulheres".

Devido ao horário do encontro em Brasília, a CUT não conseguiu enviar representante à reunião. Segundo o presidente da CUT, "uma coisa é trabalhar até os 65 anos com bons salários, plano de saúde e ambiente saudável".

"Outra é a rotina de um trabalhador rural ou da construção civil, que ficam expostos ao sol, a condições de trabalho inadequadas, começam a trabalhar na adolescência.

Essas pessoas não podem ser tratadas de forma igual ao filho de um médico, engenheiro ou advogado, por exemplo, que começam a trabalhar aos 24 ou 25 anos ou mais, quando decidem fazer especialização e MBA", disse o sindicalista em nota.

A CUT diz ainda que o horário em que a reunião foi marcada com as centrais sindicais - às 19h no horário de Brasília - demonstra que o governo Temer "não pretende ouvir a classe trabalhadora, sequer tem interesse no que representantes de milhões de trabalhadores e trabalhadoras têm a dizer".

Com esse horário, a CUT não conseguiu enviar representante para o encontro no Palácio do Planalto. Na nota, o governo é chamado de "golpista".

Acompanhe tudo sobre:reformasPrevidência SocialCUT

Mais de Economia

Ataque ao Pix é 'guerra ao futuro' e deve fortalecer Lula, diz ganhador do Nobel

Focus reduz projeção do IPCA de 2026 para 5,15%, na 3ª queda seguida

Após fim da 'taxa das blusinhas', importações de até US$ 50 aumentam 40%

IBC-Br: prévia do PIB sobe 0,10% em maio de 2026