Economia

Projeto de privatização da Eletrobras está pronto, diz ministro

A proposta é diferente da que já tramita no Congresso e, segundo Bento Albuquerque, o governo não terá "golden share" após a venda da estatal

Eletrobras: ministro de Minas e Energia afirma que a proposta será enviada ao Congresso Nacional no próximo mês (Dado Galdieri/Bloomberg)

Eletrobras: ministro de Minas e Energia afirma que a proposta será enviada ao Congresso Nacional no próximo mês (Dado Galdieri/Bloomberg)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 28 de outubro de 2019 às 15h11.

Última atualização em 28 de outubro de 2019 às 15h12.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo — O ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse nesta segunda-feira, 28, que o projeto de privatização da Eletrobras está pronto para ser enviado ao Congresso Nacional. "Vou levar pessoalmente o projeto de privatização da Eletrobras ao presidente (da Câmara) Rodrigo Maia. Vou agendar com ele a melhor data. Já está tudo pronto", comentou Albuquerque na saída da 19ª Conferência Internacional Datagro Sobre Açúcar e Etanol, em São Paulo (SP).

Ele evitou detalhar a proposta, mas ratificou que o projeto é diferente do que já tramita no Congresso e foi enviado em janeiro de 2018.

Albuquerque confirmou também que o governo não terá "golden share" na Eletrobras após a privatização. Questionado se o governo sairia então da estatal, Albuquerque confirmou. "Sai, sai."

Golden shares ou "ações de ouro" são ações de classe especial de empresas estatais ou de capital misto, como é a Petrobras. Esse papéis pertencem ao governo que garante com eles direitos especiais, como o poder de veto de algumas decisões.

O ministro afirmou que a aprovação do projeto depende da "dinâmica" do Congresso, mas se mostrou otimista em relação à tramitação da proposta. "Da forma como estamos trabalhando, com bastante transparência e diálogo permanente com as lideranças políticas, esperamos que tenha uma tramitação mais célere possível."

Bandeira tarifária

Sobre a adoção, pela a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da bandeira tarifária vermelha patamar 1 a partir de novembro nas contas de luz, Albuquerque disse que a medida foi necessária por causa da falta de chuvas nos últimos dois meses nos reservatórios de geradores de hidrelétricas.

"As expectativas hidrológicas são positivas, mas trabalhamos com fatos e o fato é que nos últimos dois meses não houve um regime de chuvas nos reservatórios. Então, como cumprimos a norma, há a bandeira vermelha", afirmou o ministro. "Mas as expectativas são positivas para o regime de chuvas no próximo verão", completou.

Acompanhe tudo sobre:EletrobrasCongressoPrivatizaçãoMinistério de Minas e Energia

Mais de Economia

Ata do Copom não descarta novos cortes da Selic mas cita 'aumento de incerteza'

BC mantém espaço para novo corte da Selic após eleições, dizem economistas

Com Selic a 13,75% ao ano, Brasil segue com o maior juro real do mundo

BC corta a Selic pela 5ª vez seguida e taxa de juros no Brasil cai para 13,75%