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Desemprego sobe para 8,6% em fevereiro, com maior efeito sobre trabalhadores com CNPJ e sem carteira

Desemprego voltou a subir após seis períodos de queda e passado período de recuperação da pandemia no trimestre encerrado em fevereiro, mostra IBGE

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Emprego: desemprego ficou em 8,6% no trimestre encerrado em fevereiro (Jorge Rosenberg/Reuters)

Emprego: desemprego ficou em 8,6% no trimestre encerrado em fevereiro (Jorge Rosenberg/Reuters)

A taxa de desocupação no mercado de trabalho brasileiro subiu para 8,6% no trimestre até fevereiro, segundo divulgado nesta sexta-feira, 31, na Pnad Contínua, do IBGE. O desemprego no Brasil chega a seu segundo mês seguido de leve alta trimestral, com queda nas vagas puxada por setores sem carteira assinada.

  • No trimestre encerrado em janeiro, a taxa de desemprego estava em 8,4%, após fechar em 7,9% no período até dezembro;
  • No trimestre imediatamente anterior, de setembro a novembro, a taxa estava em 8,1%;
  • O desemprego está menor em relação ao mesmo período do ano passado, quando a taxa estava em 11,2%.

O número de desempregados no Brasil ficou em 9,2 milhões de pessoas no período, alta de 5,5% em relação ao trimestre anterior, até novembro.

“No trimestre encerrado em fevereiro, esse aumento da desocupação ocorreu após seis trimestres de quedas significativas seguidas, que foram muito influenciadas pela recuperação do trabalho no pós-pandemia", disse em nota a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.

O IBGE aponta que, historicamente, há uma sazonalidade envolvida na alta do desemprego em fevereiro.

"Voltar a ter crescimento da desocupação nesse período pode sinalizar o retorno à sazonalidade característica do mercado de trabalho. Se olharmos retrospectivamente, na série histórica da pesquisa, todos os trimestres móveis encerrados em fevereiro são marcados pela expansão da desocupação, com exceção de 2022”, diz Beringuy.

O nível de ocupação foi de 56,4%. Em valores absolutos, o contingente de pessoas ocupadas ficou em 98,1 milhões. O contingente recuou 1,6% frente ao trimestre anterior, encerrado em novembro (com 1,6 milhões de pessoas a menos no mercado de trabalho), e subiu 3,0% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

Trabalhadores com CNPJ caem 5%

O aumento no desemprego veio principalmente de trabalhadores não formalizados ou trabalhadores por conta própria com CNPJ.

Entre as categorias que mais perderam postos de trabalho no período estão o empregado sem carteira no setor público (-14,6% ou menos 457 mil), o empregado sem carteira assinada no setor privado (-2,6% ou menos 349 mil pessoas) e o trabalhador por conta própria com CNPJ (-4,8% ou menos 330 mil).

Após seis altas seguidas, o número de empregados com carteira assinada no setor privado ficou estável.

Nenhuma das atividades pesquisadas teve aumento no contingente de pessoas ocupadas frente ao trimestre anterior. Ao todo, quatro tiveram redução no número de pessoas ocupadas, segundo o IBGE:

  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-2,3%, ou menos 202 mil pessoas);
  • Indústria Geral (-2,7%, ou menos 343 mil pessoas);
  • Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-2,7%, ou menos 471 mil pessoas);
  • E o grupo “Outros serviços” (-3,2%, ou menos 171 mil pessoas).

Subutilização fica em 18,8%

A população desalentada, que não está empregada mas desistiu de procurar trabalho (e por isso não entra na contagem oficial da taxa de desocupação), ficou em 4,0 milhões, estabilidade frente ao trimestre anterior e queda de 16% na comparação anual.

Com isso, a taxa composta de subutilização ficou em 18,8%, estável em relação ao trimestre anterior e com queda de 4,7 p.p. na comparação anual.

A taxa inclui a chamada "população subutilizada": os trabalhadores que estão desempregados e não conseguem emprego, os que não estão procurando emprego, mas gostariam de trabalhar, e os que trabalham um menor número de horas do que gostariam.

A taxa de informalidade ficou em 38,9% da população ocupada, estável em relação ao trimestre anterior e abaixo dos 40,2% no mesmo período do ano passado. Ao todo, o número de trabalhadores informais ficou em 38,2 milhões de pessoas.

Rendimento real fica estável

O rendimento médio real foi estimado em R$ 2.853. O valor ficou estável frente ao trimestre anterior.

O rendimento real, que contabiliza as perdas de salário pela inflação, teve queda brusca durante a pandemia, com os momentos de inflação alta e desemprego ainda elevado, puxando para baixo os salários no mercado de trabalho. Com a desinflação iniciada a partir do segundo semestre e a recuperação do mercado de trabalho, o valor vinha em recuperação nos últimos trimestres.

Os setores com aumento foram Alojamento e alimentação (6,0%, ou mais R$ 107) e Serviços domésticos (2,6%, ou mais R$ 28). Dentre os grupos, tiveram alta no rendimento real os trabalhadores domésticos (2,6%, ou mais R$ 28) e empregados no setor público (inclusive servidor estatutário e militar) (2,0%, ou mais R$ 84).

(Com IBGE Notícias)

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