Economia

Piauí fecha 2025 com a maior taxa de desemprego do país

Dados da PNAD Contínua revelam extremos do desemprego entre os estados ao final de 2025

Desemprego: Piauí lidera taxa anual em 2025, enquanto Mato Grosso registra o menor índice entre os estados. (Jornal Brasil em Folhas/Flickr)

Desemprego: Piauí lidera taxa anual em 2025, enquanto Mato Grosso registra o menor índice entre os estados. (Jornal Brasil em Folhas/Flickr)

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 10h20.

O Piauí encerrou 2025 com a maior taxa anual de desocupação entre os estados (9,3%), enquanto Mato Grosso registrou a menor (2,2%), segundo dados da PNAD Contínua divulgados nesta quinta-feira, 20, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Além do Piauí (9,3%), aparecem entre as maiores taxas anuais de desocupação a Bahia (8,7%) e Pernambuco (8,7%), concentrando os piores resultados no Nordeste.

Também ficaram em alta as taxas do Amapá (7,9%), Sergipe (7,9%) e Distrito Federal (7,5%), que, apesar disso, atingiram mínimas históricas dentro de suas séries na PNAD Contínua.

Os estados com maiores taxas também concentram os piores indicadores de qualidade do emprego.

A subutilização foi mais alta no Piauí (31,0%), Alagoas (26,8%) e Bahia (26,8%), enquanto a informalidade ficou mais elevada no Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%).

Estados que terminaram 2025 com menor desemprego

No outro extremo, Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%) fecharam 2025 com as menores taxas de desocupação do país.

Esses estados também aparecem entre os que registram menores níveis de informalidade, com destaque para Santa Catarina (26,3%), além de Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%).

Os estados com menor desemprego também concentram os maiores rendimentos médios.

O valor anual do rendimento real habitual foi mais alto no Distrito Federal (R$ 6.320), seguido por São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177), reforçando o contraste regional observado ao longo de 2025.

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