Economia

Petrobras reduz pela segunda vez na semana o preço da gasolina

Com o novo corte, a queda acumulada da gasolina da Petrobras, responsável por quase 100% da capacidade de refino do Brasil, somará cerca de 43% em 2020

Gasolina: repasse de ajustes dos combustíveis nas refinarias para o consumidor final nos postos não é imediato e depende de diversos fatores (djedzura/Thinkstock)

Gasolina: repasse de ajustes dos combustíveis nas refinarias para o consumidor final nos postos não é imediato e depende de diversos fatores (djedzura/Thinkstock)

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Reuters

Publicado em 27 de março de 2020 às 13h38.

Última atualização em 27 de março de 2020 às 13h41.

A Petrobras reduzirá o preço médio da gasolina nas refinarias em 5% e o do diesel em 3% a partir de sábado, informou a companhia à Reuters, após ser consultada.

A redução, a segunda anunciada pela companhia nesta semana, após um reajuste anterior na gasolina, ocorrerá em meio a um tombo dos preços de petróleo e derivados por impactos da expansão do coronavírus e de uma guerra de preços entre grandes produtores globais da commodity.

Com o novo corte, a queda acumulada da gasolina da Petrobras --responsável por quase 100% da capacidade de refino do Brasil-- somará cerca de 43% em 2020. Já o diesel da estatal acumula queda de cerca de 30% no ano.

O repasse de ajustes dos combustíveis nas refinarias para o consumidor final nos postos não é imediato e depende de diversos fatores, como consumo de estoques, impostos, margens de distribuição e revenda e mistura de biocombustíveis.

Na quarta-feira, a petroleira havia reduzido o valor médio da gasolina em 15%.

Os preços do petróleo Brent já caíram mais de 60% neste ano, sendo negociados nesta sexta-feira a cerca de 24 dólares o barril, com uma queda da demanda diante da pandemia de coronavírus e o aumento da oferta depois que Rússia e Arábia Saudita não chegaram a um acordo para reduzir a produção.

A Petrobras tem reforçado que sua política de preços segue o princípio da paridade de importação, que leva em conta preços no mercado internacional mais os custos de importadores, como transporte e taxas portuárias, com impacto também do câmbio.

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