Petrobras mantém política de preço, diz Parente

Presidente da Petrobras participou de uma reunião com os ministros da Fazenda e de Minas Energia

A Petrobras não mudará sua política para os preços dos combustíveis, que tem sofrido pressão de uma greve de caminhoneiros e de políticos, e a redução nas cotações da gasolina e no diesel nas refinarias anunciada para quarta-feira ocorreu pela variação do câmbio, disse o presidente da companhia Pedro Parente.

O executivo falou nesta terça-feira com jornalistas em Brasília após participar de reunião com os ministros da Fazenda, Eduardo Guardia, e de Minas e Energia, Moreira Franco, em um momento em que autoridades do governo fazem críticas abertas à escalada dos preços da gasolina e do diesel.

A estatal tem praticado desde julho do ano passado reajustes até diários dos combustíveis para seguir as cotações internacionais, mas uma alta nos preços do petróleo neste ano tem levado os preços da gasolina e do diesel às máximas nas refinarias desde o início dessa política.

"A redução de hoje é simples de entender, uma redução importante de câmbio ontem... então é prova de que essa política funciona tanto na direção de subir os preços quanto de cair os preços", disse Parente após a reunião com ministros.

O dólar fechou a segunda-feira com queda superior a 1 por cento e abaixo do patamar de 3,70 reais, após ter subido nos seis pregões anteriores, depois de atuação mais forte do Banco Central no mercado de câmbio, fator também considerado na política da Petrobras.

"Mas eu quero enfatizar mais uma vez que já na abertura da reunião nos foi comunicado que em hipótese alguma, em nenhum momento, passou pela cabeça do governo que poderia pedir qualquer mudança numa política que é da exclusiva alçada da Petrobras", adicionou o executivo.

Segundo ele, o governo está preocupado com a alta nos combustíveis, mas avalia neste momento as ações que poderia tomar sem entrar na alçada da Petrobras.

A redução anunciada pela Petrobras para o diesel e a gasolina a partir da quarta-feira, de 1,54 por cento e 2,08 por cento, respectivamente, foi o primeiro corte nos preços desde 3 de maio.

O anúncio veio em meio a um segundo dia de protestos realizados por caminhoneiros contra a alta dos combustíveis. O movimento voltou a bloquear rodovias e o porto de Santos nesta terça-feira.

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