Economia

O que pesou e o que aliviou no bolso do brasileiro em julho

Conta de energia elétrica voltou a ser em julho o item que mais pesa na inflação brasileira, enquanto preços de Transportes e Despesas Pessoais já crescem menos

Inflação (Thinkstock/4774344sean)

Inflação (Thinkstock/4774344sean)

João Pedro Caleiro

João Pedro Caleiro

Publicado em 7 de agosto de 2015 às 11h19.

São Paulo - A inflação de julho aliviou um pouco em relação aos últimos meses: foi de 0,62%, a menor desde novembro. 

Dos 9 grupos monitorados pelo IBGE, 6 caíram e 3 subiram: mas um deles foi Alimentação e Bebidas, de longe aquele com maior peso no índice.

O grande responsável pela inflação de julho foi a Habitação, que sofreu um impacto forte de reajustes de energia elétrica - especialmente em São Paulo e Curitiba.

Considerando só 2015, 7 meses se passaram e o teto da meta de inflação para o ano inteiro já foi estourado. No acumulado de 12 meses, ela já está perto dos dois dígitos: 9,56%, maior número há quase 12 anos, desde novembro de 2003. 

O Banco Central conta agora com o impacto da alta de juros e da recessão econômica para forçar uma queda histórica em 2016. Por enquanto, o mercado não acredita que isso será suficiente para levar o IPCA para o centro da meta.

Clique nas fotos para saber a alta e o impacto em julho de cada um dos grupos que compõe o IPCA:

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