Exame Logo

No Twitter, Bolsonaro volta a dizer que juros são altos para agricultores

Em abril, presidente já havia feito apelo para presidente do Banco do Brasil considerar reduzir os juros aos produtores rurais

O presidente Jair Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante lançamento do Plana Safra 2019/2020 (Antonio Cruz/Agência Brasil)
EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 24 de junho de 2019 às 06h27.

Ribeirão Preto — O presidente da República, Jair Bolsonaro , voltou a avaliar, na tarde deste domingo, 23, que os juros estão altos no Brasil. Em um post no Twitter, acompanhado de um vídeo com elogios e detalhes do Plano Agrícola e Pecuário 2019/2020, anunciado terça-feira, 18, Bolsonaro escreveu: "Boas notícias para o campo, mas reconhecemos que os juros ainda estão altos no Brasil". A postagem do presidente foi retuítada, entre outros, pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

Apesar de anunciar recursos semelhantes para o crédito agrícola na safra a ser iniciada em 1º de julho, o governo elevou para 8% as taxas máximas, para o financiamento a grandes produtores, ante 7% na safra atual. Na média, os juros aos agricultores foram elevados entre 0,5 ponto e 1 ponto porcentual entre os períodos.

Veja também

É pelo menos a segunda vez que o presidente usa o crédito agrícola para criticar juros praticados no País. No dia 29 de abril, na abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), Bolsonaro pediu, ao presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, para que reduzisse juros aos produtores rurais.

"Eu apenas apelo, Rubem (Novaes), me permite fazer uma brincadeira aqui. Eu apenas apelo para o seu coração, para o seu patriotismo, para que esses juros, tendo em vista você parecer ser um cristão de verdade, caiam um pouquinho mais. Tenho certeza de que as nossas orações tocarão seu coração", disse Bolsonaro à época.

Acompanhe tudo sobre:Governo BolsonaroJair BolsonaroJuros

Mais lidas

exame no whatsapp

Receba as noticias da Exame no seu WhatsApp

Inscreva-se

Mais de Economia

Mais na Exame