Economia

Meirelles diz que não há vitórias e derrotas dentro do governo

Meirelles afirmou ainda que é "pouco relevante" o fato de o senador Romero Jucá ter divulgado a ampliação do déficit fiscal antes da coletiva

Meirelles: "É uma mudança de meta técnica, dentro da realidade. Não houve derrotados nem vitoriosos" (Adriano Machado/Reuters)

Meirelles: "É uma mudança de meta técnica, dentro da realidade. Não houve derrotados nem vitoriosos" (Adriano Machado/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 15 de agosto de 2017 às 21h57.

Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que não há divisão dentro do governo em relação à meta fiscal. Ele afirmou que não houve debates acalorados entre as áreas do governo, nem ataques.

"Fizemos um estudo na área econômica e levamos ao presidente Michel Temer, que aprovou. É uma mudança de meta técnica, dentro da realidade. Não houve derrotados nem vitoriosos", afirmou.

Meirelles afirmou ainda que é "pouco relevante" o fato de o senador Romero Jucá (PMDB-RR) ter divulgado a ampliação do déficit fiscal antes da coletiva da equipe econômica.

O ministro também disse que não houve erro na previsão da meta de 2017, mas que a revisão é necessária por conta da queda na arrecadação e da projeção de inflação e que seria negativo já anunciar desde o ano passado um déficit maior.

"O País tem que ter um déficit menor possível e um controle rígido de despesas. Temos que ter uma meta com resultado possível dentro dessa situação fiscal que foi construída ao longo do tempo", acrescentou.

Meirelles lembrou que a S&P divulgou a revisão da nota do Brasil e reafirmou o rating BB.

Aperto

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, minimizou as divergências dentro do governo na discussão das novas metas e disse que isso não representa um constrangimento para o governo.

"É evidente que se você perguntar no governo, as pessoas terão opiniões divergentes. Não quer dizer que essas pessoas participem do debate", afirmou.

Dyogo ressaltou que, sem a aprovação das reformas propostas, a situação fiscal ficará ainda pior. E que a situação atual é "complexa" e "extremamente grave". "Faço questão de reafirmar para que não nos habituemos a um déficit dessa magnitude e achemos que é normal. Não é", completou.

Segundo o ministro, serão liberados de R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões para atendimento dos órgãos assim que a mudança da meta for aprovada.

"Desde o primeiro momento nossa avaliação era de que não era viável manter o contingenciamento de R$ 45 bilhões", completou.

Acompanhe tudo sobre:Henrique MeirellesMinistério da FazendaAjuste fiscalMetasGoverno Temer

Mais de Economia

Boletim Focus: mercado reduz projeção do IPCA para 2026 pela 5ª vez consecutiva

Após ata, aposta por corte de 0,5 ponto na Selic em março ganha força

Carlos Antonio Rocca, fundador do Cemec-Fipe, morre aos 85 anos

R$ 88 bi do PIB e 640 mil empregos: os impactos do fim da escala 6x1