Economia

Mantega teme que países abandonem reforma financeira

Passado o momento mais crítico da crise financeira, existe o risco de que os países abandonem os projetos sobre a nova regulamentação do sistema financeiro definida pelo G-20, avalia o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele acredita que agora há motivação política menor para a coordenação das propostas necessárias para evitar a ocorrência de novas […]

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h43.

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Passado o momento mais crítico da crise financeira, existe o risco de que os países abandonem os projetos sobre a nova regulamentação do sistema financeiro definida pelo G-20, avalia o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele acredita que agora há motivação política menor para a coordenação das propostas necessárias para evitar a ocorrência de novas turbulências.

"Quando a crise estava mais forte, os países europeus falavam mais grosso sobre a necessidade de regulamentação, agora eles falam menos", disse esta tarde, em Davos, na Suíça. Mantega fez essa avaliação após participar de uma reunião informal com ministros de finanças do G-20 que estavam presentes no Fórum Econômico Mundial - entre eles o do Reino Unido, Alistair Darling, e o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet.

Conforme o ministro, o Brasil é favorável a novas regras para o sistema financeiro. Ele vê a necessidade de adoção mundial das normas, para que funcionem efetivamente. Para Mantega, os países deveriam abraçar a regulação dos fundos de hedge, evitar as operações de balcão e apoiar os aportes de capital para reforçar as instituições financeiras.

Ele avalia que os Estados Unidos (ausentes na reunião de hoje) estavam tentando isoladamente apertar a regulação, com o imposto sobre os bancos que tiveram ajuda do governo. Não é o tipo de iniciativa necessária no Brasil, segundo Mantega, já que os bancos nacionais não receberam recursos públicos para enfrentar a crise.

Na próxima reunião do G-20, os líderes terão em mãos os diagnósticos sobre os desequilíbrios econômicos que estão sendo elaborados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Um dos problemas a serem detectados é o fluxo de moedas. "Teremos de tomar decisões", disse. "O desequilíbrio cambial precisa ser enfrentado", afirmou, citando a China.

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