Economia

Importações crescem 29% em um ano

Compras no exterior somaram US$ 5,8 bilhões no mês passado. Saldo da balança comercial é positivo em US$ 2,5 bilhões

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Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 11h03.

O Brasil está importando mais, revelam os dados divulgados nesta segunda-feira (3/7) pelo Ministério do do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em junho, as compras realizadas no exterior totalizaram 5,808 bilhões de dólares, 10,2% a mais que em maio e 29,4% superior ao resultado de junho do ano passado. A média diária de importações foi de 396,6 milhões de dólares.
 
O crescimento do último ano foi impulsionado pelo aumento nos gastos com siderúrgicos (87%), cobre e suas obras (78,5), combustíveis e lubrificantes (62,1%). Já no mês passado, os principais produtos importados foram adubos e fertilizantes, que tiveram suas compras elevadas em 96,9% em relação a maio.
 
As exportações também aumentaram, somando 8,288 bilhões de dólares em junho. A média diária de vendas ao exterior foi de 518 milhões de dólares. Com o crescimento do comércio de semimanufaturados (31,9%, principalmente açúcar em bruto, zinco bruto e catodos de cobre) e manufaturados (14,3%, principalmente tubos de ferro fundido, aviões e açúcar refinado), as exportações subiram 11,7% comparando-se com junho de 2005. No mês passado, foi registrado crescimento de 10,9% nas exportações em relação a maio, devido principalmente ao aumento das vendas de semimanufaturas (50,3%), manufaturas (7,6%) e básicos (4%).
 
Com esses resultados, o saldo da balança comercial de junho ficou positivo em 2,48 bilhões de dólares. No acumulado do ano, as vendas para o mercado externo chegam a 57,754 bilhões de dólares, e as compras do mercado internacional ficaram em 39,810 bilhões de dólares, resultando num saldo positivo 17,944 bilhões de dólares. O superávit, no entanto, é menor que o verificado no mesmo período do ano passado - 18,97 bilhões de dólares. Segundo o MDIC, isso deve-se ao fato de que o ritmo de crescimento das importações (20,6%) é maior que o das exportações (11,1%).
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