Governo central tem déficit primário de R$9,59 bi em agosto

Desempenho veio melhor que a projeção de analistas de um saldo negativo em 16 bilhões de reais

O governo central registrou um déficit primário de R$ 9,599 bilhões em agosto, melhor desempenho que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando o saldo negativo foi de R$ 20,302 bilhões.

O resultado, que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, também foi menor que o déficit de R$ 20,152 bilhões de julho deste ano.

O resultado de agosto foi melhor do que apontava a mediana das expectativas do mercado financeiro, de déficit de R$ 15,600 bilhões, de acordo com levantamento do Projeções Broadcast junto a 27 instituições financeiras.

O dado do mês passado, no entanto, ficou dentro do intervalo das estimativas, que foram de déficit de R$ 20,270 bilhões a R$ 7,000 bilhões.

Entre janeiro e agosto deste ano, o resultado primário foi de déficit de R$ 85,805 bilhões, o pior resultado da série histórica, iniciada em 1997. Em igual período do ano passado, esse mesmo resultado era negativo em R$ 75,995 bilhões.

Em 12 meses, o governo central apresenta um déficit de R$ 172,8 bilhões - equivalente a 2,64% do PIB. Para este ano, a nova meta fiscal admite um déficit de até R$ 159 bilhões nas contas do governo central.

As contas do Tesouro Nacional - incluindo o Banco Central - registraram superávit primário de R$ 7,290 bilhões em agosto. No ano, o superávit primário acumulado nas contas do Tesouro Nacional (com BC) é de R$ 27,468 bilhões.

No mês passado, o resultado do INSS foi um déficit de R$ 16,888 bilhões. Já no acumulado do ano, o resultado foi negativo em R$ 113,272 bilhões.

As contas apenas do Banco Central tiveram déficit de R$ 86 milhões em agosto e de R$ 552 milhões no acumulado do ano até o mês passado.

Receitas

O resultado de agosto representa alta real de 17,7% nas receitas em relação a igual mês do ano passado. Já as despesas tiveram alta real de 4,1%.

No ano até agosto, as receitas do governo central subiram 0,7% ante igual período de 2016, enquanto as despesas aumentaram 0,3% na mesma base de comparação.

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