Economia

Emprego na indústria deve ficar estável em 2014

O nível de emprego da indústria paulista caiu 0,15% em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal, e subiu 0,24%, na série sem ajuste


	Indústria: na comparação com janeiro do ano passado, o nível de emprego caiu 1,54%
 (Getty Images)

Indústria: na comparação com janeiro do ano passado, o nível de emprego caiu 1,54% (Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 13 de fevereiro de 2014 às 15h10.

São Paulo - A expectativa para o emprego industrial no estado de São Paulo em 2014 é de estabilidade.

De acordo com o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, este ano não deve apresentar "nenhum fato novo" para o setor.

"Devemos fechar o emprego próximo de zero este ano. Se cair ou se subir, vai ser algo em torno de 0,5%."

O nível de emprego da indústria paulista caiu 0,15% em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal, e subiu 0,24%, na série sem ajuste. Na comparação com janeiro do ano passado, o nível de emprego caiu 1,54%.

Segundo Francini, o desempenho do primeiro mês de 2014 não permite estabelecer como vai ser o resto do ano. Ele lembra que a indústria de São Paulo perdeu 54,5 mil empregos em 2012 e 36,5 mil em 2013. "Foram 91 mil vagas perdidas em dois anos, um resultado muito ruim."

Em números absolutos, a indústria paulista teve um saldo de seis mil contratações em janeiro ante dezembro. Na comparação com janeiro do ano passado, a entidade registrou 40,5 mil demissões em janeiro.

Entre as áreas, a que mais gerou empregos em janeiro foi equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com 3,381 mil profissionais empregados, 4,7% a mais ante dezembro. Na sequência, vêm produtos de borracha e de material plástico, com 2,032 mil postos de trabalho (alta de 1%).

Acompanhe tudo sobre:EmpregosFiesp

Mais de Economia

Focus eleva projeção do IPCA de 4,92% para 5,04% em 2026

Governo anuncia bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões em gastos no Orçamento

Arrecadação bate recorde em abril e supera R$ 1 trilhão no acumulado do ano

Desenrola 2.0 renegociou R$ 10 bilhões em dívidas, diz Durigan