Economia

Exportação de carne bovina cai 17,6% no trimestre, diz Abiec

O país fechou o primeiro trimestre com exportações de 318 mil toneladas de carne bovina, queda de 17,6% em relação ao mesmo período de 2014


	Carnes: exportadores de carne do Brasil registraram nos primeiros meses do ano vendas mais fracas especialmente para Rússia e Venezuela
 (Getty Images)

Carnes: exportadores de carne do Brasil registraram nos primeiros meses do ano vendas mais fracas especialmente para Rússia e Venezuela (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 10 de abril de 2015 às 17h10.

São Paulo - O Brasil fechou o primeiro trimestre de 2015 com exportações de 318 mil toneladas de carne bovina, queda de 17,6 por cento em relação ao mesmo período do ano passado, informou nesta sexta-feira a Abiec, associação que representa os exportadores.

O maior exportador global de carne bovina também registrou praticamente a mesma queda percentual em receita no trimestre ante 2014, para 1,3 bilhão de dólares, segundo dados da Abiec.

Os exportadores de carne do Brasil registraram nos primeiros meses do ano vendas mais fracas especialmente para Rússia e Venezuela, grandes importadores do produto brasileiro, cujas economias estão sendo impactadas negativamente pela queda nos preços do petróleo.

A Rússia, que foi o segundo maior importador de carne do Brasil em 2014, chegou a figurar em fevereiro como o quinto destino, melhorando sua posição em março, com a compra de cerca de 17 mil toneladas, alta de quase 50 por cento ante o mês anterior. Essa melhora das vendas para a Rússia fez com que os embarques do país crescessem 13,85 por cento em volume entre fevereiro e março, para mais de 116 mil toneladas.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio Jorge Camardelli, o setor espera uma recuperação gradativa, já que a situação começa a se estabilizar. "Tivemos a reabertura de importantes mercados como Iraque e África do Sul. Outros fatores podem contribuir para o incremento das exportações como o retorno às compras de carne bovina brasileira por parte da China e Arábia Saudita", disse em nota. A Abiec chegou a prever vendas recorde de carne em 2015.

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