Economia

Eólicas dominam leilão e vendem energia de 551 MW de usinas

Eólicas e projeto de expansão da hidrelétrica Santo Antônio foram os únicos empreendimentos a vender eletricidade no leilão dessa sexta


	Energia eólica: leilão vendeu energia de 968,6 MW de usinas, dos quais 551 MW são projetos eólicos
 (Wikimedia Commons)

Energia eólica: leilão vendeu energia de 968,6 MW de usinas, dos quais 551 MW são projetos eólicos (Wikimedia Commons)

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Da Redação

Publicado em 6 de junho de 2014 às 14h04.

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São Paulo - Usinas eólicas e o projeto de expansão da hidrelétrica Santo Antônio, no rio Madeira, foram os únicos empreendimentos a vender eletricidade no leilão de energia A-3 realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira, dentro das expectativas de agentes do mercado.

O leilão vendeu energia de 968,6 megawatts (MW) de usinas, dos quais 551 MW correspondem a novos projetos eólicos e que foram vendidos ao preço médio de 129,97 reais por megawatt-hora. O valor representa um deságio de 2,28 por cento ante ao preço máximo estabelecido de 133 reais por MWh e o volume totalizando 265,6 MW médios.

Já a energia da expansão de hidrelétrica Santo Antônio, referente à uma capacidade de 417,6 MW, vendeu 126,9 MW médios de energia, sem deságio, ao preço de 121 reais por MWh.

Assim, o preço médio da energia negociada no leilão foi de 126,18 reais por MWh, sendo que o certame movimentou cerca de 10,17 bilhões de reais em contratos negociados. Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e usinas térmicas a biomassa não venderam energia no leilão, conforme já era esperado, em momento em que os investidores dessas fontes reclamam das condições e preços nas competições.

No leilão havia 7 mil megawatts (MW) de projetos habilitados para participação, sendo 6.159 MW de usinas eólicas, 235 MW de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), 198 MW de térmicas a biomassa e 418 MW da ampliação da hidrelétrica de Santo Antônio.

A principal distribuidora de eletricidade a contratar energia no leilão foi a CEA (AP), com 19 por cento do total. Em seguida, a Cemig D contratou 12 por cento e a Light 11,6 por cento. A Copel contratou 10,5 por cento do total.

O leilão começou às 10 horas,  em São Paulo, e foi operacionalizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

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