Economia

Empresários criticam Obama após adiamento de relatório sobre iuane

Washington - Uma organização empresarial americana questionou nesta segunda-feira a decisão do governo de adiar a publicação de um relatório sobre a moeda chinesa, afirmando que se trata da "pior parte da diplomacia dos Estados Unidos". "Mais uma vez, o presidente Obama obriga os produtores nacionais a fazer o pior da diplomacia americana", afirmou em […]

Falta de posicionamento sobre a moeda chinesa causa polêmica nos EUA (.)

Falta de posicionamento sobre a moeda chinesa causa polêmica nos EUA (.)

DR

Da Redação

Publicado em 5 de abril de 2010 às 16h53.

Priorizar nos meus resultados Google

Washington - Uma organização empresarial americana questionou nesta segunda-feira a decisão do governo de adiar a publicação de um relatório sobre a moeda chinesa, afirmando que se trata da "pior parte da diplomacia dos Estados Unidos".

"Mais uma vez, o presidente Obama obriga os produtores nacionais a fazer o pior da diplomacia americana", afirmou em comunicado Kevin Kearns, presidente da US Business and Industry Council, organização integrada por mais de 1.900 empresas familiares.

O departamento do Tesouro anunciou neste sábado o adiamento por tempo indefinido da publicação de seu relatório semestral sobre moedas estrangeiras, deixando de tomar uma posição sobre o iuane, moeda considerada desvalorizada por Washington.

Segundo Kearns, a decisão tem o efeito de "repetir uma tradição ineficaz de Washington de comprar a cooperação internacional com uma cota de mercado dos Estados Unidos".

"Nesse caso, os Estados Unidos estão atrás da cooperação da China no Irã e na Coreia do Norte", estimou.

O conselheiro econômico da Casa Branca, Lawrence Summers, negou durante uma entrevista transmitida na televisão qualquer relação da decisão de adiar a divulgação do relatório com as discussões sobre eventuais sanções contra o Irã por seu programa nuclear.

"De fato, desde sua desvalorização competitiva em 1994, a China manipulou constantemente sua moeda para roubar as capacidades produtivas não só dos Estados Unidos, mas também de seus vizinhos asiáticos", afirmou a organização patronal.

Em 2005, a pressão internacional levou o governo comunista chinês a implementar certa margem de flutuação ao iuane, que até 2008 valorizou-se 21% em relação ao dólar.

Mas, desde então, a cotação da divisa chinesa mantêm-se imutável frente à moeda americana.

Acompanhe tudo sobre:PersonalidadesPolíticosÁsiaEmpresáriosChinaBarack Obama

Mais de Economia

Ata do Copom não descarta novos cortes da Selic mas cita 'aumento de incerteza'

BC mantém espaço para novo corte da Selic após eleições, dizem economistas

Com Selic a 13,75% ao ano, Brasil segue com o maior juro real do mundo

BC corta a Selic pela 5ª vez seguida e taxa de juros no Brasil cai para 13,75%