Economia

Emissões no mercado doméstico e externo no 1º semestre têm alta de 18%

Emissões de renda fixa no mercado externo chegaram em R$ 38,9 bilhões; de renda variável alcançaram R$ 6,9 bilhões, com quatro emissões

Entidade frisa que o volume de ofertas no primeiro semestre superou a média do mesmo período em sete anos (Luciano Marques/Thinkstock)

Entidade frisa que o volume de ofertas no primeiro semestre superou a média do mesmo período em sete anos (Luciano Marques/Thinkstock)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 11 de julho de 2018 às 17h17.

São Paulo - O volume de ofertas de emissões no mercado doméstico e externo no primeiro semestre deste ano, incluindo renda fixa e variável, somou R$ 144,5 bilhões, alta de 18% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, 11, pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

As emissões de renda fixa no mercado externo chegaram em R$ 38,9 bilhões, com 17 operações. Já o volume em renda fixa e híbridos somou R$ 89,7 bilhões, com 285 ofertas. Já as emissões de renda variável alcançaram R$ 6,9 bilhões, com quatro emissões.

A entidade frisa que o volume de ofertas no primeiro semestre superou a média do mesmo período em sete anos, de R$ 122,5 bilhões. O destaque, segundo a Anbima, foi o crescimento no volume de ofertas públicas de letras financeiras, debêntures, notas promissórias, certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e fundos imobiliários. Além disso, as emissões de debêntures de infraestrutura atingiram o volume recorde desde a criação da Lei 12.431/11.

As emissões de debêntures, de janeiro a junho, chegaram a R$ 60,5 bilhões, o dobro do visto no mesmo intervalo do ano passado. Desse total, R$ 9,6 bilhões referem-se às debêntures de infraestrutura.

Em relação aos prazos da captação doméstica de renda fixa e híbridos, 41% é de até três anos, 39,7% com prazo entre quatro a seis anos; 7,1% de sete a nove anos, e 12,2% de 10 anos ou mais.

Renda variável

Depois de um ano recheado de ofertas de ações, o primeiro semestre registrou queda de 51% do volume em relação ao ano passado, para R$ 6,9 bilhões. A Anbima destaca que, no período, oito empresas desistiram de suas emissões.

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