Economia

Economia da Espanha pode voltar a crescer no 3º tri

A economia espanhola teve contração de 0,5% nos primeiros três meses deste ano, depois de cair 0,8% no quarto trimestre de 2012


	Homem passa em frente a mercado em Barcelona, na Espanha
 (REUTERS/Albert Gea)

Homem passa em frente a mercado em Barcelona, na Espanha (REUTERS/Albert Gea)

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Da Redação

Publicado em 20 de junho de 2013 às 13h50.

Madri - O presidente do Banco da Espanha, Luis Linde, afirmou que a economia do país pode voltar a crescer no terceiro trimestre deste ano, destacando que a pior parte da crise local ficou para trás. "Os primeiros meses de 2013 parecem confirmar que a pior parte da segunda recessão da Espanha passou", disse Linde em pronunciamento ao Parlamento.

A economia espanhola teve contração de 0,5% nos primeiros três meses deste ano, depois de cair 0,8% no quarto trimestre de 2012. Segundo Linde, os dados mais recentes apontam para uma desaceleração no ritmo da contração, o que, em meados do ano ou no terceiro trimestre, "pode abrir caminho para taxas de crescimento positivas".

Os comentários ecoam recentes previsões do governo e sugerem que a economia espanhola está melhorando, depois de cair em recessão no fim de 2011. No entanto, Linde, que também é membro do conselho diretor do Banco Central Europeu (BCE), alertou que existem riscos para a recuperação e disse que o governo do país precisa manter o ritmo das reformas, incluindo o sistema de aposentadoria.

Linde também destacou que o setor bancário da Espanha ainda não está fornecendo crédito suficiente para as empresas e que, para o crédito começar a fluir, o setor precisa concluir o processo de reestruturação. "Muitas pequenas e médias empresas com bons resultados e perspectivas têm dificuldades em financiar até mesmo o capital de giro ou podem financiar somente com um alto custo", afirmou a autoridade.

O presidente do banco central espanhol alertou ainda que uma potencial redução dos estímulos monetários nos EUA, na União Europeia, no Reino Unido e no Japão poderá criar nova turbulência financeira e prejudicar o crescimento. Fonte: Dow Jones Newswires.

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