Economia

Dívida pública deve cair para menos de R$ 2 trilhões

Na próxima segunda-feira (25), o Tesouro Nacional divulgará o resultado da DPF em janeiro


	Dinheiro: concentração de vencimentos de títulos é típica do primeiro mês de cada trimestre por causa do fim do prazo de vigência de títulos prefixados
 (Marcos Santos/USP Imagens)

Dinheiro: concentração de vencimentos de títulos é típica do primeiro mês de cada trimestre por causa do fim do prazo de vigência de títulos prefixados (Marcos Santos/USP Imagens)

DR

Da Redação

Publicado em 21 de fevereiro de 2013 às 20h00.

Brasília – Uma forte concentração de vencimentos de títulos em janeiro deverá fazer a Dívida Pública Federal (DPF) voltar temporariamente a ficar abaixo da barreira de R$ 2 trilhões. Segundo o Plano Anual de Financiamento (PAF), documento divulgado hoje (21) pelo Tesouro Nacional com metas para a dívida pública em 2013, somente no mês passado venceram R$ 120 bilhões em títulos do governo, o que corresponde a 24% dos vencimentos previstos para todo o ano.

Na próxima segunda-feira (25), o Tesouro Nacional divulgará o resultado da DPF em janeiro. O valor final do estoque dependerá da diferença entre os resgates e as emissões, mas segundo o próprio Tesouro, deverá ser inferior a R$ 2 trilhões. Em dezembro, a dívida havia ficado em R$ 2,008 trilhões.

A concentração de vencimentos de títulos é típica do primeiro mês de cada trimestre por causa do fim do prazo de vigência de títulos prefixados (com taxas de juros fixas definidas com antecedência). Dessa forma, a Dívida Pública Federal costuma registrar queda no estoque em janeiro, abril, julho e outubro. O maior volume de vencimentos, no entanto, costuma ocorrer em janeiro.

Apesar dessas quedas, a DPF, segundo o Tesouro, voltará a subir nos demais meses. De acordo com o Plano Anual de Financiamento, a tendência é que o estoque da Dívida Pública Federal encerre o ano entre R$ 2,1 trilhões e R$ 2,24 trilhões.

Apesar do aumento em valor absoluto do endividamento do governo, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, ressaltou que a DPF ficará praticamente estável em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) em 2013. Isso porque o crescimento da economia e a inflação compensarão o aumento nominal do endividamento do governo. De acordo com o Banco Central, a Dívida Pública Federal encerrou 2012 em 45% do PIB. Em dezembro de 2011, correspondia a 44,4%.

Por meio da dívida pública, o Tesouro Nacional emite títulos e pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos. Em troca, o governo compromete-se a devolver os recursos com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic, a inflação, o câmbio ou ser prefixada.

Acompanhe tudo sobre:América LatinaDados de BrasilDívida pública

Mais de Economia

Durigan diz que Lei da Reciprocidade pode ser discutida novamente se tarifaço dos EUA for confirmado

Inflação da Argentina desacelera em junho, representando uma vitória para Milei

Focus projeta queda de 5,30% para 5,16% do IPCA em 2026

Empresários de Brasil e EUA propõem acordo em duas etapas para evitar tarifaço