Economia

Crédito imobiliário encolheu 4,6% no primeiro trimestre

Foram financiados no período 109 mil imóveis, redução de 11,6% em relação a igual período de 2014


	O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis somou R$ 8,5 bilhões em março, alta de 31,6% ante fevereiro e de quase 3% em um ano; o melhor mês de março desde 1995
 (ROBERTO ALLEN/Divulgação)

O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis somou R$ 8,5 bilhões em março, alta de 31,6% ante fevereiro e de quase 3% em um ano; o melhor mês de março desde 1995 (ROBERTO ALLEN/Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 30 de abril de 2015 às 15h03.

São Paulo - O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis ficou em R$ 24,1 bilhões no primeiro trimestre deste ano, montante 4,6% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, de acordo com informações da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Foram financiados no período 109 mil imóveis, redução de 11,6% em relação a igual período de 2014.

O desempenho de março contrariou os números do primeiro trimestre. Conforme a Abecip, o volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis somou R$ 8,5 bilhões, alta de 31,6% ante fevereiro e de quase 3% em um ano. Trata-se do melhor mês de março, segundo a entidade, da série histórica do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), iniciada em 1995.

Em unidades, porém, foram viabilizados 36,9 mil imóveis em março, número 1,7% menor em relação ao mesmo mês do ano passado. Na comparação com fevereiro, foi vista elevação de 27,8%.

No acumulado de 12 meses encerrados em março, o volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis com recursos das cadernetas de poupança do SBPE somou quase de R$ 112 bilhões, inferior em 2% ao apurado nos 12 meses precedentes. Foram financiados 524 mil imóveis, declínio de 4,8% em relação aos 12 meses anteriores.

Poupança

As cadernetas de poupança dos agentes financeiros do SBPE, segundo a Abecip, registraram saídas líquidas de R$ 9,2 bilhões, em março. É o terceiro mês consecutivo de saques. Tal movimento ocorreu, de acordo com a associação, pelo endividamento dos consumidores e a diminuição nos índices de confiança, atrelados à perda de atratividade provocada pela alta dos juros básicos (Selic).

"Apesar dos aspectos conjunturais, o volume total de recursos aplicados em cadernetas de poupança registrou elevação de 7% se comparado aos saldos de março do ano passado, encerrando o mês em R$ 512,3 bilhões", acrescenta a Abecip.

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