Economia

Contas de Rato serão desbloqueadas após pagamento milionário

Rodrigo Rato está sendo investigado por supostamente ter cometido cinco crimes fiscais, de lavagem de dinheiro e de ocultação de bens


	Rodrigo Rato está sendo investigado por supostamente ter cometido cinco crimes fiscais, de lavagem de dinheiro e de ocultação de bens
 (Andrea Comas/Reuters)

Rodrigo Rato está sendo investigado por supostamente ter cometido cinco crimes fiscais, de lavagem de dinheiro e de ocultação de bens (Andrea Comas/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 21 de maio de 2015 às 12h38.

Madri - Um juiz de Madri fixou nesta quinta-feira uma fiança de 18 milhões de euros (US$ 20 milhões) ao ex-ministro da Economia espanhol e ex-diretor-gerente do FMI Rodrigo Rato em troca do desbloqueio de suas contas bancárias, depósitos e fundos de investimento.

Rodrigo Rato está sendo investigado por supostamente ter cometido cinco crimes fiscais, de lavagem de dinheiro e de ocultação de bens.

Ex-vice-presidente do governo espanhol (1996-2004), Rato foi detido em 16 de abril durante revistas em sua residência e seu escritório em Madri, por causa da denúncia apresentada pela Promotoria por fraude, lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

O juiz Antonio Serrano-Artal acordou a suspensão das medidas cautelares a pedido do próprio Rato, que ofereceu o pagamento de uma fiança para que suspendesse o bloqueio de suas contas correntes, depósitos, fundos de investimento, assim como outros produtos financeiros de sua titularidade, além de seus bens imóveis, informaram à Agência EFE fontes jurídicas.

O juiz fixou a soma de 18 milhões de euros levando em conta a defraudação supostamente cometida pelo ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional.

Rodrigo Rato, que foi presidente da entidade Bankia e que é investigado por supostas irregularidades na empresa, contratou os serviços do escritório Baker&McKenzie para lhe representar nesta causa.

Rato já teve que pagar uma fiança civil de 3 milhões de euros por um escândalo envolvendo cartões do Bankia. EFE

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