Economia

Construção de moradias nos EUA atinge pico em 6 meses

WASHINGTON (Reuters) - As novas construções de moradias nos Estados Unidos registraram a maior patamar em seis meses e a produção industrial cresceu 0,9 por cento em janeiro, sugerindo que a recuperação econômica está se firmando no país. O início de novas construções aumentou 2,8 por cento, para uma taxa anual ajustada de 591 mil […]

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 17 de fevereiro de 2010 às 13h48.

WASHINGTON (Reuters) - As novas construções de moradias nos Estados Unidos registraram a maior patamar em seis meses e a produção industrial cresceu 0,9 por cento em janeiro, sugerindo que a recuperação econômica está se firmando no país.

Analistas esperavam leitura de 580 mil unidades em janeiro deste ano.

"É uma surpresa positiva de todos os lados e mostra que a demanda de modo geral aumentou. É um importante elemento para observar conforme saímos de um ciclo baseado em incentivos para um crescimento mais orgânico", disse Craig Peckham, estrategista de ações na Jefferies & Co, em Nova York.

Outro relatório, do Federal Reserve, mostrou que a produção industrial cresceu 0,9 por cento, com os setores manufatureiro, minerador e de serviços públicos avançando.

O uso da capacidade instalada subiu para 72,6 por cento, ante 71,9 por cento um mês antes, mas ainda está 8 pontos percentuais abaixo da média vista de 1972 a 2009.

No setor imobiliário, o início de construção de moradias para uma única família aumentou 1,5 por cento em janeiro, para uma taxa anual de 484 mil unidades, após cair 3 por cento em dezembro.

Mesmo com as taxas de hipotecas perto do recorde de baixa, a demanda por empréstimos imobiliários continua letárgica. As aplicações caíram 2,1 por cento, enquanto o refinanciamento recuou 1,2 por cento, informou a Associação de Bancos de Hipotecas.

O início de construção de moradias teve um pico em janeiro de 2006, com ritmo anual de 2,273 milhões de unidades, e chegou ao fundo do poço com 479 mil unidades em abril passado. Desde então, o indicador vem oscilando entre 500 mil e 600 mil unidades.

Os alvarás, que dão uma ideia da atividade futura na construção, caíram 4,9 por cento, para 621 mil unidades, em janeiro, após terem subido em dezembro para o maior nível em 14 meses.

Outro relatório do Departamento de Trabalho mostrou que os preços de importados subiram 1,4 por cento em janeiro, impulsionados por um salto do gás natural e outros combustíveis. Os preços de exportados avançaram 0,8 por cento.

Analistas esperavam alta de 0,9 por cento para os preços de importados e de 0,4 por cento para os exportados.

Acompanhe tudo sobre:[]

Mais de Economia

Governo vai aumentar preço do cigarro para compensar redução tributária do querosene de aviação

Governo Lula anuncia nova subvenção para baratear preço do diesel

Galípolo reforça necessidade de 'cautela' na política de juros diante de incertezas sobre a guerra

Preços de diesel e gasolina têm estabilidade no início de abril, diz ANP