Economia

China e EUA aproximam posições comerciais durante encontro

Após encontro com o secretário de Comércio dos EUA, o premiê chinês destacou que os países trabalharão "para expandir o comércio de produtos e serviços"

Encontro: o premiê expressou sua esperança que os EUA deem um "tratamento justo" aos investimentos chineses em seu país (Thomas Peter/Reuters)

Encontro: o premiê expressou sua esperança que os EUA deem um "tratamento justo" aos investimentos chineses em seu país (Thomas Peter/Reuters)

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EFE

Publicado em 25 de setembro de 2017 às 14h33.

Última atualização em 25 de setembro de 2017 às 14h34.

Pequim - O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, se reuniu nesta segunda-feira com o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, um encontro em que ambas as partes aproximaram posições, apesar dos atuais atritos econômicos entre as duas potências.

"Na medida em que somos cada um o principal parceiro comercial do outro, a maior tendência dos laços econômicos entre a China e os EUA é a da cooperação", destacou no encontro o premiê chinês, citado pela agência oficial "Xinhua".

Li apontou que a China trabalhará com os EUA para expandir o comércio de produtos e serviços, bem como na resolução dos atritos através do diálogo e consultas.

A visita de Ross acontece pouco mais de um mês após o presidente americano, Donald Trump, assinar um memorando no qual ordenou a abertura de uma investigação para determinar se as práticas da China em matéria de propriedade intelectual prejudicam as empresas dos EUA.

A decisão causou a rejeição da China, que prometeu tomar medidas "para resguardar resolutamente seus direitos e interesses legítimos", nas palavras de um de seus porta-vozes de Relações Exteriores.

Antes disso, o Governo da China já tinha advertido sobre uma possível "guerra comercial" com os EUA se Washington começasse as investigações.

Frente a essas tensões, o premiê chinês afirmou nesta segunda-feira que o mercado do gigante asiático está se abrindo cada vez mais ao investimento estrangeiro, por isso país "dá as boas-vindas a mais empresas americanas que investirem na China".

Também expressou, no entanto, sua esperança que os EUA deem um "tratamento justo" aos investimentos chineses em seu país e relaxe as restrições nas exportações de produtos de alta tecnologia americanos à China.

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