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Desemprego mantém recorde de 14,7% em abril, aponta IBGE

Número de desempregados continuou no nível recorde da série histórica do IBGE, reunindo 14,8, milhões de brasileiros

A taxa de desemprego no Brasil chegou a 14,7% no trimestre encerrado em abril e manteve o recorde de maior nível da série histórica iniciada em 2012, atingido em março deste ano. É o que mostram os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do IBGE, divulgada nesta quarta-feira.

"Essa taxa e o contingente de desocupados mantêm o recorde registrado no trimestre encerrado em março, o maior da série desde 2012", destacou o IBGE.

No levantamento anterior, referente ao trimestre encerrado em março, a taxa de desemprego também ficou em 14,7%, atingindo 14,8 milhões de brasileiros.

O número de desempregados subiu 3,4%, com mais 489 mil pessoas desocupadas, totalizando 14,8 milhões de brasileiros na fila por uma vaga de trabalho naquele período.

O número de desalentados, ou seja, trabalhadores que nem sequer buscavam uma vaga por não acreditarem ou estarem impossibilitados de procurar emprego, também permanece em patamar alto.

Em abril do ano passado, quando o país sentiu mais fortemente os impactos da pandemia, a taxa de desemprego estava em 12,6%, o que equivalente a 12,8 milhões de pessoas.

Adriana Beringuy, analista da pesquisa, explica que o nível de ocupação está em 48,5%, o que indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.

— O cenário foi de estabilidade da população ocupada (85,9 milhões) e crescimento da população desocupada, com mais pressão sobre o mercado de trabalho — afirma Beringuy.

Diferenças entre Pnad e Caged

A Pnad considera vagas formais e informais, e os dados são trimestrais. Hoje também serão divulgados os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que considera números mensais.

O Caged considera apenas os trabalhadores que têm carteira de trabalho assinada e são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Isso significa que não são contabilizados trabalhadores sem carteira nem os que trabalham por conta própria ou os funcionários públicos.

Na pesquisa do IBGE, são investigados todos os tipos de ocupação, formais e informais, além de empresários e funcionários públicos.

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