Economia

Brasil dará apoio para que Rodada de Doha avance

Roberto Azevêdo, diretor-geral da OMC esteve com a presidente Dilma Rousseff para falar sobre esse e outros temas ligados ao comércio mundial


	Diretor da OMC: para Azevêdo, Dilma indicou necessidade de que países possam encontrar maneiras de avançar com a Rodada Doha de maneira mais abrangente do que o que vinha sendo feito
 (Marcello Casal Jr./ABr)

Diretor da OMC: para Azevêdo, Dilma indicou necessidade de que países possam encontrar maneiras de avançar com a Rodada Doha de maneira mais abrangente do que o que vinha sendo feito (Marcello Casal Jr./ABr)

DR

Da Redação

Publicado em 28 de março de 2014 às 15h01.

Brasília - A presidente Dilma Rousseff garantiu ao diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, o apoio do Brasil para que a Rodada Doha possa avançar e ser concluída. A informação foi dada por Azevêdo, hoje, em entrevista.

A Rodada Doha é uma iniciativa de países interessados em tornar mais ágil o comércio mundial. As negociações, que estavam paralisadas desde 2008, foram destravadas em dezembro de 2013, em Bali, na Indonésia, graças ao esforço do diplomata brasileiro Roberto Azevêdo, à frente da OMC.

Azevêdo esteve com a presidente para falar sobre esse e outros temas ligados ao comércio mundial. Ele disse que Dilma deu apoio “irrestrito” aos esforços da OMC para criar condições de implantar a Rodada Doha.

Ele disse também que Dilma acredita que o êxito da conferência de Bali deveria inspirar negociações multilaterais para alcançar acordos comerciais mais abrangentes e significativos entre os principais blocos comerciais do mundo.

Para Azevêdo, que assumiu a OMC em 2013, o que a presidente Dilma indicou foi a necessidade de que os países possam encontrar maneiras de avançar com a Rodada Doha de maneira mais abrangente do que o que vinha sendo feito. “No meu entendimento, nós deveremos procurar agora uma agenda negociadora e mais abrangente para que os países coloquem sobre a mesa todos esses temas que são do interesse de todos e do Brasil também”, disse.

Sem dar muitos detalhes da conversa que teve com a presidente, o embaixador disse também que o encontro serviu para falar mais sobre o cenário mundial e outros acordos em andamento. “Mas falamos da disposição política de fazer avançar a Rodada de Doha. Notei não só aqui, no Brasil, mas em todos os países onde passei, esse é um grande ponto de interrogação”.

Outro assunto tratado foram as negociações em andamento entre o Mercosul e a União Europeia. “Ela disse, no contexto, que estava muito satisfeita com o fato do bloco estar agora na fase de fazer uma oferta para a União Europeia e esperar que a União Europeia faça o mesmo. Em um futuro não muito distante isso deve acontecer”, concluiu.

Sem conseguirem consenso há 14 anos, na busca de acordo entre os dois blocos, Mercosul e União Europeia agora podem, finalmente, trocar propostas para um acordo de livre comércio. Há uma expecativa do governo de que o processo possa ser concluído até junho deste ano.

Acompanhe tudo sobre:Dilma RousseffPersonalidadesPolíticosPolíticos brasileirosPT – Partido dos TrabalhadoresPolítica no BrasilComércioDiplomaciaOMC – Organização Mundial do Comércio

Mais de Economia

Em 1º turno, Câmara aprova PEC que estabelece gasto mínimo para assistência social

FGTS como garantia para crédito consignado deve sair em maio, diz Dataprev

Governo vai subir para 32% a proporção de etanol na gasolina no 1º semestre, diz Silveira

Governo publica decreto que zera alíquotas do PIS/Cofins para querosene de aviação