Economia

BCE não aceita mais dívida grega como aval para concessão de créditos

A decisão do Banco Central Europeu ocorre por causa do último rebaixamento da qualificação da dívida da Grécia a um nível de 'moratória seletiva' pela Standard & Poor's

Esse tipo de decisão afeta principalmente os próprios bancos gregos, as instituições que possuem mais dívida pública de seu próprio país (Ralph Orlowski/Getty Images)

Esse tipo de decisão afeta principalmente os próprios bancos gregos, as instituições que possuem mais dívida pública de seu próprio país (Ralph Orlowski/Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 28 de fevereiro de 2012 às 06h22.

Berlim - O Banco Central Europeu (BCE) não aceitará a partir de agora e de maneira provisória dívida grega como aval para a concessão de créditos junto aos institutos bancários, anunciou nesta terça-feira um porta-voz da instituição.

Fontes financeiras assinalaram que a decisão do conselho do BCE tem sua origem no último rebaixamento da qualificação da dívida grega por parte da agência de classificação de riscos Standard & Poor's a um nível de 'moratória seletiva' em curto e longo prazo.

O BCE assinalou que, apesar de tudo, os chamados bônus Hellas poderão ser utilizados novamente como garantia a partir de meados de março.

Começará a funcionar em breve o programa aprovado pelos chefes de Estado e Governo da União Europeia em julho de 2011 para trocar os bônus gregos através do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) por novos títulos.

A decisão do Banco Central Europeu afeta principalmente os próprios bancos gregos, as instituições que mais dívida pública de seu próprio país possuem e que até agora as apresentavam ao BCE como garantia para solicitar créditos.

Acompanhe tudo sobre:BancosEuropaPiigsCrise econômicaFinançasCrises em empresasGréciaCrise gregaBCECrédito

Mais de Economia

Arrecadação federal fecha 2025 em R$ 2,88 tri, melhor resultado desde 2000

Governo recompõe orçamento de universidades federais com liberação de R$ 977 milhões

Petrobras anuncia investimento de R$ 2,8 bilhões na indústria naval brasileira

Governo define reajuste de 5,4% para o piso do magistério