Economia

BB já antecipa 13º salário de 2010 com juro de 35,9%

Brasília - O ano mal começou, mas o Banco do Brasil já oferece a partir de hoje a antecipação do 13º salário que será recebido pelos trabalhadores somente daqui a 11 meses, no fim de 2010. Nessa operação de crédito, o cliente paga juro mensal de 2,59% ao mês e pode receber agora até 40% […]

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h43.

Brasília - O ano mal começou, mas o Banco do Brasil já oferece a partir de hoje a antecipação do 13º salário que será recebido pelos trabalhadores somente daqui a 11 meses, no fim de 2010. Nessa operação de crédito, o cliente paga juro mensal de 2,59% ao mês e pode receber agora até 40% do salário extra que é pago em duas parcelas, normalmente em novembro e dezembro. Além dos trabalhadores formais, aposentados e pensionistas do INSS que recebem pelo banco federal também podem antecipar o salário extra. Nesse caso, o limite é metade do 13º.

A linha de crédito oferecida pelo BB tem juro superior ao praticado no crédito com desconto em folha. No empréstimo consignado tradicional, o juro médio, segundo o Banco Central, estava em 26,9% ao ano em novembro. Com o 13º, o crédito tem taxa anual de 35,9%. Para um cliente que antecipar R$ 1.000 do salário extra, será preciso pagar R$ 1.324 em dezembro.

Em 2009, mais de um milhão de clientes anteciparam uma parte do 13º salário e tomaram R$ 574,3 milhões emprestados com garantia de pagamento no fim do ano. O montante foi 47,6% maior que o registrado em 2008. Esse aumento da oferta de financiamentos no BB está alinhado com a estratégia do governo federal de ampliar o crédito nos bancos públicos para tentar manter a economia aquecida.

 

Acompanhe tudo sobre:[]

Mais de Economia

Galípolo afirma que Selic alta nem sempre beneficia o mercado financeiro

Governo Lula reduz bloqueio no Orçamento de 2026 em R$ 5,7 bi

Vibra aposta em expansão regional e inicia na Argentina 1ª operação fora do Brasil

Durigan diz que estabilizar dívida pública é ‘última milha’ do ajuste fiscal