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Ásia-Pacífico deve passar Am. do Norte como região mais rica

Riqueza privada financeira na Ásia-Pacífico cresce a mais de 20% por ano, já ultrapassou Europa e deve superar América do Norte em breve

Fogos de artifício na cidade de Beijing, na China (Getty Images)

João Pedro Caleiro

Publicado em 18 de junho de 2015 às 13h36.

São Paulo - A Ásia-Pacífico (excluindo Japão) já ultrapassou a Europa e deve superar a América do Norte como região mais rica do mundo até 2019.

A previsão é de um relatório da consultoria Boston Consulting Group lançado nesta semana, que estima a riqueza privada financeira total do mundo em US$ 164 trilhões em 2014, crescimento de 12% em um ano.

"O crescimento da riqueza privada continuou na maior parte dos mercados em 2014, mas com taxas significativamente diferentes. Uma forte dinâmica 'mundo velho versus mundo novo' foi observada, com o chamado mundo novo crescendo em um ritmo muito mais rápido", diz o texto.

O estoque de riqueza na América do Norte cresceu 6% em 2014 e atingiu US$ 51 trilhões. A previsão é que o crescimento siga a uma taxa composta de 4,2% anuais até atingir US$ 62,5 trilhões em 2019.

Já na região da Ásia-Pacífico (excluindo Japão), o crescimento foi de impressionantes 27% em 2013 e 29% em 2014, atingindo US$ 47 trilhões. Com taxa composta de 9,7% anuais, o número chega a US$ 75,1 trilhões em 2019.

Em 2012, um gráfico da consultoria McKinsey já mostrava o pólo de gravidade da economia global caminhando (ou melhor, voltando) para o centro da Ásia.

A riqueza na Europa Ocidental cresceu a 7% em 2014, mas ficou em US$ 40 trilhões e já perdeu o segundo lugar. A Europa Oriental cresceu bem mais (19%), puxada principalmente pela Rússia, mas segue como região menos rica (US$ 3 trilhões).

Riqueza total (2014)Riqueza total (2019)
América do NorteUS$ 50,8 triUS$ 62,5 tri
Ásia-Pacífico (sem Japão)US$ 47,3 triUS$ 75,1 tri
Europa OcidentalUS$ 39,6 triUS$ 49 tri
JapãoUS$ 14,3 triUS$ 15,5 tri
África e Oriente MédioUS$ 5,7 triUS$ 8,8 tri
América LatinaUS$ 3,7 triUS$ 6,6 tri
Europa OrientalUS$ 2,9 triUS$ 4,6 tri

.

Proporção da riqueza (2014)Proporção da riqueza (2019)
América do Norte31%28%
Ásia-Pacífico (sem Japão)29%34%
Europa Ocidental24%22%
Japão9%7%
África e Oriente Médio3%4%
América Latina2%3%
Europa Oriental2%2%

Na América Latina, o crescimento foi de 10% em 2014, mesma taxa do Brasil, maior mercado de riqueza privada da região. A riqueza privada chegou a US$ 1 trilhão no país e US$ 4 trilhões na região.

"A expansão da riqueza privada no Brasil foi principalmente através da melhor performance de títulos (+12%) em um país onde 46% da riqueza privada está em títulos", diz o texto.

A América Latina também foi a única região do mundo onde a maior parte do aumento da riqueza privada veio de ativos novos do que de retorno de ativos existentes.

O relatório do BCG também mostra uma concentração de riqueza mundial cada vez maior nos indivíduos que detém mais de US$ 100 milhões em ativos. Este deve ser o segmento que vai mais crescer até 2019, tanto em membros quanto em riqueza total.

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A previsão é de um relatório da consultoria Boston Consulting Group lançado nesta semana, que estima a riqueza privada financeira total do mundo em US$ 164 trilhões em 2014, crescimento de 12% em um ano.

"O crescimento da riqueza privada continuou na maior parte dos mercados em 2014, mas com taxas significativamente diferentes. Uma forte dinâmica 'mundo velho versus mundo novo' foi observada, com o chamado mundo novo crescendo em um ritmo muito mais rápido", diz o texto.

O estoque de riqueza na América do Norte cresceu 6% em 2014 e atingiu US$ 51 trilhões. A previsão é que o crescimento siga a uma taxa composta de 4,2% anuais até atingir US$ 62,5 trilhões em 2019.

Já na região da Ásia-Pacífico (excluindo Japão), o crescimento foi de impressionantes 27% em 2013 e 29% em 2014, atingindo US$ 47 trilhões. Com taxa composta de 9,7% anuais, o número chega a US$ 75,1 trilhões em 2019.

Em 2012, um gráfico da consultoria McKinsey já mostrava o pólo de gravidade da economia global caminhando (ou melhor, voltando) para o centro da Ásia.

A riqueza na Europa Ocidental cresceu a 7% em 2014, mas ficou em US$ 40 trilhões e já perdeu o segundo lugar. A Europa Oriental cresceu bem mais (19%), puxada principalmente pela Rússia, mas segue como região menos rica (US$ 3 trilhões).

Riqueza total (2014)Riqueza total (2019)
América do NorteUS$ 50,8 triUS$ 62,5 tri
Ásia-Pacífico (sem Japão)US$ 47,3 triUS$ 75,1 tri
Europa OcidentalUS$ 39,6 triUS$ 49 tri
JapãoUS$ 14,3 triUS$ 15,5 tri
África e Oriente MédioUS$ 5,7 triUS$ 8,8 tri
América LatinaUS$ 3,7 triUS$ 6,6 tri
Europa OrientalUS$ 2,9 triUS$ 4,6 tri

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Proporção da riqueza (2014)Proporção da riqueza (2019)
América do Norte31%28%
Ásia-Pacífico (sem Japão)29%34%
Europa Ocidental24%22%
Japão9%7%
África e Oriente Médio3%4%
América Latina2%3%
Europa Oriental2%2%

Na América Latina, o crescimento foi de 10% em 2014, mesma taxa do Brasil, maior mercado de riqueza privada da região. A riqueza privada chegou a US$ 1 trilhão no país e US$ 4 trilhões na região.

"A expansão da riqueza privada no Brasil foi principalmente através da melhor performance de títulos (+12%) em um país onde 46% da riqueza privada está em títulos", diz o texto.

A América Latina também foi a única região do mundo onde a maior parte do aumento da riqueza privada veio de ativos novos do que de retorno de ativos existentes.

O relatório do BCG também mostra uma concentração de riqueza mundial cada vez maior nos indivíduos que detém mais de US$ 100 milhões em ativos. Este deve ser o segmento que vai mais crescer até 2019, tanto em membros quanto em riqueza total.

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