Economia

Alta renda dobra ativos em fundos imobiliários em 2012

Ativos responderam por 8% da indústria private no ano passado


	Imóveis: os fundos imobiliários e os fundos de participações tiveram o maior crescimento na categoria de estruturados
 (Germano Lüders/EXAME)

Imóveis: os fundos imobiliários e os fundos de participações tiveram o maior crescimento na categoria de estruturados (Germano Lüders/EXAME)

DR

Da Redação

Publicado em 27 de fevereiro de 2013 às 19h28.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - O volume de ativos sob gestão de recursos de investidores private em fundos imobiliários praticamente dobrou em 2012, para R$ 7,3 bilhões, em relação aos R$ 3,8 bilhões de 2011.

Somado aos R$ 32 bilhões em ativos com lastro imobiliário, o total no setor respondeu por 8% da indústria private, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

O crédito privado e os produtos relacionados à inflação estiveram entre os mais procurados no ano passado pelos investidores de alta renda, disse o vice-presidente da Anbima, Celso Scaramuzza. O interesse se deveu à queda do juro ao longo de 2012 e à busca por proteção patrimonial. No grupo, estão os fundos imobiliários, onde o volume de aplicações cresceu 232,9% entre 2010 e 2012. No caso dos fundos imobiliários, a isenção fiscal prevista no instrumento também exerceu importante atratividade.

Scaramuzza observou que os produtos relacionados à inflação carregam volatilidade e, enquanto em 2012 os fundos de renda fixa índice tiveram uma valorização média de 21,7%, "sofrem" um pouco este ano, com a perspectiva de elevação da taxa de juro.

Os fundos imobiliários, junto aos fundos de participações, foram os que mais cresceram na categoria de estruturados, com expansão de 59,6% em 2012 em relação a 2011, a maior elevação entre as aplicações da indústria.

A participação dos fundos estruturados no leque de opções de investimento dos clientes private subiu de 8% em 2011 para 10% em 2012, com um total de R$ 24,99 bilhões.

Os fundos em participações, que atendem investidores de altíssima renda e com apetite de risco mais arrojado, tiveram aumento de 49,2% nas aplicações, chegando a RS 16,2 bilhões.

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), também na categoria dos estruturados, registraram igualmente evolução relevante em 2012, de 37,7%, para R$ 695,6 milhões.

Acompanhe tudo sobre:aplicacoes-financeirasImóveisFundos de investimentoAnbimaFundos-imobiliarios

Mais de Economia

Ata do Copom não descarta novos cortes da Selic mas cita 'aumento de incerteza'

BC mantém espaço para novo corte da Selic após eleições, dizem economistas

Com Selic a 13,75% ao ano, Brasil segue com o maior juro real do mundo

BC corta a Selic pela 5ª vez seguida e taxa de juros no Brasil cai para 13,75%