“A única coisa que ele [sistema financeiro] tem que saber é que o pobre não pagará a conta”, disse. (Ricardo Stuckert/PR/Divulgação)
Repórter
Publicado em 6 de novembro de 2026 às 15h05.
O presidente Lula defendeu a gestão fiscal do governo, destacando a seriedade nas contas públicas e rejeitando críticas. Ele argumentou que ajustes econômicos não devem sobrecarregar a população mais pobre e comparou o endividamento brasileiro a outros países desenvolvidos. A responsabilidade fiscal permanece como ponto central nos debates sobre a política econômica do governo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a condução das contas públicas do governo e rebateu críticas sobre a responsabilidade fiscal. Durante evento do Conselho Nacional de Política Energética nesta sexta-feira, 6, Lula afirmou que o Brasil tem “seriedade fiscal” e que eventuais medidas de ajuste não serão custeadas pela população mais pobre.
“Alguém pode falar que esse governo não tem responsabilidade fiscal? Alguém pode falar? Para alguém falar que a gente não tem, as pessoas precisam dizer como é que nós pegamos esse governo”, disse.
Lula também comparou o endividamento brasileiro ao de outras economias, como Estados Unidos, França, Japão e Itália. Segundo o presidente, a dívida desses países, em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), chega a ser o dobro da brasileira.
O presidente ainda afirmou que a cobrança do mercado financeiro por um ajuste mais rigoroso não significa que o governo deva adotar medidas que prejudiquem a população de baixa renda.
“A única coisa que ele [sistema financeiro] tem que saber é que o pobre não pagará a conta”, disse.
A responsabilidade fiscal está entre os principais pontos de debate sobre a política econômica do governo Lula. A condução das contas públicas é alvo de críticas de diferentes setores, especialmente diante das cobranças por medidas de controle dos gastos.
Na véspera, o presidente falou que a responsabilidade fiscal e jurídica é importante para atrair investimentos estrangeiros ao Brasil. A declaração foi feita durante a reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), em seu primeiro evento oficial desde a reeleição.