Ciência

OMS convoca Facebook para discutir fake news na saúde

A desinformação sobre vacina tem sido apontada como um dos fatores para a queda da cobertura de alguns imunizantes no Brasil e no mundo

Vacinas: aumento da desinformação (Kenny Katombe/Reuters)

Vacinas: aumento da desinformação (Kenny Katombe/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 30 de novembro de 2019 às 09h52.

Última atualização em 8 de junho de 2020 às 14h30.

Priorizar nos meus resultados Google

A preocupação com o impacto da internet e das redes sociais na divulgação de notícias falsas sobre vacina fez a Organização Mundial da Saúde (OMS) convocar gigantes de tecnologia, como o Facebook e o YouTube, para participar de uma reunião com técnicos do órgão para buscar soluções contra a disseminação de fake news sobre o tema.

A desinformação sobre vacina tem sido apontada como um dos fatores para a queda da cobertura de alguns imunizantes no Brasil e no mundo, o que trouxe de volta surtos de doenças até então controladas, como sarampo.

A reunião ocorreu em outubro, na sede da OMS em Genebra, na Suíça, e foi organizada pela Vaccine Safety Net (VSN), rede criada pela organização para reunir sites com informações confiáveis sobre vacinas. "O workshop teve como objetivo promover a aprendizagem conjunta entre uma série de parceiros envolvidos na produção e disseminação de informações sobre a importância e os benefícios das vacinas para proteger a saúde", informou a OMS, em nota ao Estado.

A médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), é a única brasileira a fazer parte do conselho consultivo da VSN e esteve presente no encontro de outubro. Ela conta que foram formados grupos de trabalho para buscar formas de ampliar fontes confiáveis sobre vacinas na internet. "A ideia é que ainda neste ano sejam apresentadas sugestões de negociações com essas plataformas digitais."

Procurados para comentar as estratégias usadas para combater informações falsas sobre saúde, Facebook e YouTube disseram estar aprimorando suas tecnologias para promover fontes confiáveis de informação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Acompanhe tudo sobre:FacebookSaúdeYouTubeOMS (Organização Mundial da Saúde)VacinasFake news

Mais de Ciência

Como o asteroide que extinguiu dinossauros ajudou as formigas a conquistar o mundo

Antidepressivos funcionam, mas cientistas ainda não sabem exatamente como

Expansão do Universo não precisa de energia escura? Equações de Einstein podem explicar

'Cápsula do tempo' de 128 mil anos revela como geleiras sobreviveram à era glacial