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Mudanças de temperatura representam risco à saúde respiratória; saiba como se prevenir

Oscilação térmica torna difícil para o nariz manter a função de aquecer e umidificar o ar, o que abre espaço para infecções e inflamações

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 20h23.

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O verão e as constantes mudanças de temperatura fazem com que os órgãos do sistema respiratório precisem se adaptar. Quando as temperaturas variam muito em pouco tempo, o nariz tem dificuldade de manter a função de aquecer e umidificar o ar inspirado.

Essa oscilação térmica favorece doenças respiratórias. Isso porque essa dificuldade do nariz em aquecer e umidificar o ar inspirado prejudica a defesa natural do sistema respiratório e abre espaço para infecções e inflamações.

As doenças mais comuns nesse cenário são gripes, resfriados, sinusites, crises de rinite alérgica e até laringites, que podem evoluir para quadros mais graves em pessoas com imunidade baixa. O otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros orienta como se prevenir:

Hidrate-se

Ambientes quentes aumentam a transpiração e locais com ar-condicionado ressecam as mucosas do nariz e da garganta, deixando as vias aéreas mais vulneráveis a irritações, crises alérgicas e infecções. Por isso, a orientação é manter hidratação constante ao longo do dia, mesmo sem sede, dando preferência à água em pequenos goles frequentes.

Evite ambientes fechados e com aglomeração

A circulação de vírus respiratórios é maior em locais mal ventilados.

Faça lavagem nasal

Ao lavar o nariz é possível remover secreções, micro-organismos e alérgenos existentes nas cavidades nasais, além de fazer uma completa limpeza, fluidificação e descongestão nasal. Mas, a dica para fazer isso da maneira correta são as garrafinhas de alto volume, pois associam baixa pressão com alto fluxo.

Elas devem ser colocadas na ponta do nariz e apertadas suavemente inclinando a cabeça para o lado contrário ao que está lavando enquanto aperta bem suavemente. Assim, o soro escorre um pouco pela outra narina, mas é preciso ter atenção: o jato não deve sair em alta pressão na outra narina e, enquanto o processo acontece, é importante respirar pela boca e ao terminar não assoar o nariz, apenas secá-lo. Isso evita que a lavagem cause dor e desconforto nos ouvidos.

O liquido dentro da garrifinha deve ser o soro fisiológico, pronto ou feito de maneira caseira com 250 ml de água morna filtrada adicionado uma colher de medida (de café) cheia de sal. No mais, o médico fala que a lavagem deve ser feita diariamente, uma vez ao dia.

Tenha cuidado com o ar-condicionado

O problema não é o ar-condicionado em si, mas o choque térmico repetido que ele provoca nas vias aéreas. Quando saímos do calor intenso da rua para ambientes muito frios, o nariz e a garganta sofrem um ressecamento abrupto. Isso reduz a eficiência da mucosa nasal, que é a primeira barreira de defesa contra vírus, bactérias e poluentes.

Para minimizar os efeitos, a principal recomendação é evitar temperaturas muito baixas: o ideal é manter o ar-condicionado entre 23 °C e 25 °C, reduzindo o contraste com o ambiente externo.

Mantenha uma rotina de sono e alimentação equilibrada

Um corpo descansado e bem nutrido responde melhor às mudanças climáticas.

O médico alerta: crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias, como rinite e asma.

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