Ciência

Estudo revela como era o 1º parente do Homo Sapiens: 'Não se parecia com humanos'

Esqueleto parcial mostra que o corpo do Homo habilis mantinha traços primitivos em diversas estruturas

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 20h06.

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Por muitos anos, o Homo habilis foi reconhecido como o mais antigo representante do gênero Homo, sendo considerado um marco evolutivo na origem da linhagem humana. A espécie, identificada nos anos 1960, apresentava características como face achatada, maior capacidade craniana e associação com ferramentas de pedra — traços vistos como indicativos de um avanço em direção à anatomia humana moderna.

Por outro lado, uma nova análise traz uma nova perspectiva sobre essa narrativa. Segundo estudo publicado nesta terça-feira, 13 de janeiro, no periódico The Anatomical Record, o esqueleto parcial revela que o corpo do Homo habilis mantinha traços primitivos em diversas estruturas.

Apesar de alterações no crânio e no cérebro, a morfologia corporal do espécime analisado indica que a evolução da espécie era menos avançada do que se pensava. Isso sugere que a transição para formas humanas mais modernas pode ter ocorrido de forma mais gradual e fragmentada do que indicavam os registros anteriores.

O estudo reforça a necessidade de revisões constantes nos modelos evolutivos a partir de novas descobertas fósseis e análises anatômicas. O achado também pode influenciar interpretações sobre o uso de ferramentas e capacidades cognitivas associadas ao gênero Homo.

Obstáculos da pesquisa

A reconstrução da árvore evolutiva dos hominídeos depende de amostras fósseis escassas e frequentemente fragmentadas. O esqueleto examinado, identificado como OH 62, foi descoberto na Tanzânia e é um dos poucos remanescentes quase completos atribuídos ao Homo habilis.

Pesquisadores apontam que a combinação de um crânio relativamente desenvolvido com membros inferiores e superiores mais próximos ao padrão de primatas anteriores evidencia um mosaico evolutivo. Esse padrão indica que traços humanos modernos não emergiram simultaneamente, mas em ritmos distintos ao longo de diferentes partes do corpo.

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