Cientistas encontram terceira variante do coronavírus no Brasil

Nova cepa teria surgido em agosto e já se espalhado por diferentes regiões do país

Uma nova variante do coronavírus foi encontrada no Brasil. A descoberta feita por cientistas de diferentes instituições do país, inclusive da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta que a nova cepa tem origem distinta das outras duas linhagens do vírus já encontradas no Brasil, teria surgido em agosto e se espalhado por diferentes regiões brasileiras à exceção do Centro-Oeste.

Para identificar a nova cepa, os cientistas sequenciaram 195 genomas provenientes de pacientes infectados com covid-19 em 39 municípios de cinco estados brasileiros: Rio de Janeiro, Amazonas, Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte. As amostras foram coletadas entre o começo de dezembro até o dia 15 de fevereiro de pacientes de 11 a 90 anos de idade, homens e mulheres.

Segundo os pesquisadores, num artigo já disponível em pré-publicação na Virological.org, a terceira variante foi detectada ainda a partir de novembro do ano passado (antes dos testes), mas teria emergido ainda em agosto de 2020. Os cientistas acreditam que a cepa teria três mutações.

A descoberta assinada por 22 pesquisadores foi relatada à Rede Corona-ômica de sequenciamento genético do vírus Sars-CoV-2 e é coordenada Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). Segundo a pesquisa, a nova cepa compartilha a mutação E484K na proteína S do vírus, que é associada a uma maior capacidade de tornar o vírus transmissível.

Vale destacar que a maior parte das vacinas que estão sendo desenvolvidas contra a covid-19 age diretamente no combate contra esta proteína, como é o caso da Coronavac. Ainda assim, existe o temor de que, com o avanço da mutação, a taxa de eficácia da vacina seja inferior à obtida nos testes clínicos feitos nos últimos meses.

Celeiro de variantes

O Brasil está se transformando num dos principais celeiros para a criação de variantes do novo coronavírus. A nova variante está sendo chamada provisoriamente de VOI 9 pela equipe da Fiocruz. As outras duas variantes já identificadas no país, e que surgiram principalmente na região Norte, ganharam as nomenclaturas B.1.1.28 e B.1.1.33, ou P1 e P2 respectivamente.

A P1 surgiu no fim do ano passado, em Manaus, e é considerada mais preocupante porque já está se espalhando para outras regiões do país. Já a P2 teria emergido em algum momento do segundo semestre de 2020 e está quase totalmente concentrada no Rio de Janeiro.

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