Ciência

Cientista utiliza nova estrutura de DNA para detectar o vírus da dengue

Segundo autor do estudo, método promete ser mais sensível do que qualquer outra maneira de detectar a doença superando testes clínicos em mais de 100 vezes

Dengue: Em estudo, fragmento contaminado torna-se fosforescente, facilitando sua detecção na corrente sanguínea (dimarik/Getty Images)

Dengue: Em estudo, fragmento contaminado torna-se fosforescente, facilitando sua detecção na corrente sanguínea (dimarik/Getty Images)

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EFE

Publicado em 25 de novembro de 2019 às 16h18.

Última atualização em 25 de novembro de 2019 às 16h21.

Londres - Uma nova estrutura artificial de DNA na forma de uma estrela de cinco pontas é capaz de detectar o vírus da dengue na corrente sanguínea, de acordo com um trabalho publicado nesta segunda-feira a revista "Nature Chemistry".

O pedaço de DNA, que não possui toxicidade e é eliminado naturalmente pelo organismo, é capaz de pegar o vírus e se ilumina quando entra em ação, o que permite detectar a presença de dengue.

"Esse método é mais sensível do que qualquer outra maneira de detectar a dengue. Ele supera os testes clínicos mais de 100 vezes", disse Xing Wang, autor do estudo, em comunicado do Instituto Politécnico Rensselaer, nos Estados Unidos.

"A ligação (entre o DNA e o vírus) é sólida e a especificidade do mecanismo é alta. Isso nos permite vislumbrar a presença de dengue desde o primeiro dia de infecção", disse Wang.

O cientista argumenta que a mesma técnica pode ser eficaz com outros vírus, já que muitos deles devem estar ligados a uma parede celular para infectar o hospedeiro.

O método usado baseia-se no uso de nanotecnologias para dobrar fragmentos de DNA de certas maneiras, permitindo a criação de "armadilhas" para o vírus.

A equipe de Wang estudou a estrutura esférica da dengue, semelhante à do vírus zika, para encontrar um pedaço de DNA capaz de capturá-lo.

Sua análise levou à criação de uma "estrela de DNA", cujos vértices são projetados para se ligar ao vírus.

Uma vez capturado, o fragmento torna-se fosforescente, facilitando sua detecção na corrente sanguínea.

"Usar nanoestruturas de DNA como método de diagnóstico é o primeiro passo. O próximo passo é matar o vírus uma vez capturado", disse Robert Linhardt, pesquisador do mesmo centro americano. EFE

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