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Trabalhar à noite favorece o ganho de peso

O turno noturno provoca alterações hormonais que fazem com que o organismo não reconheça sinais de saciedade

EXAME.com (EXAME.com)
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Da Redação

Publicado em 28 de novembro de 2011 às 22h00.

São Paulo - Quem trabalha à noite fica predisposto a engordar. Isso porque, de acordo com um estudo da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o turno noturno provoca alterações hormonais que fazem com que o organismo não reconheça mais sinais de saciedade. "“Já havia uma ideia de que pessoas que trabalham à noite comem mais, mas não se sabia se elas sentiam ou não mais fome e o porquê disso"”, diz o endocrinologista Bruno Geloneze Neto, coordenador do estudo.

Para entender a influência do turno noturno sobre o comportamento alimentar, os pesquisadores avaliaram 24 trabalhadoras do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (HC - Unicamp). Elas foram submetidas a refeições padrões, que consistem na ingestão de 515 calorias, com uma dieta hiperproteica e hiperlipídica. Além disso, todas tinham a mesma faixa de índice de massa corpórea (entre 25 e 35), padrões semelhantes de atividade física e de condições socioeconômicas e culturais. Do total, 12 funcionárias trabalhavam à noite e 12 eram do turno diurno.

Após as refeições as mulheres ficavam por observação durante quatro horas. Segundo Geloneze, ao terminarem de comer, as funcionárias que trabalham à noite não passavam pela queda do hormônio grelina nem pelo aumento da substância xenina - são elas que geram a saciedade no organismo. Por outro lado, esse balanço hormonal costuma ocorrer em qualquer pessoa que leve uma rotina normal. A grelina também reduz o gasto de energia, promove a retenção da gordura e aumenta a produção de glicose no corpo.

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São Paulo - Quem trabalha à noite fica predisposto a engordar. Isso porque, de acordo com um estudo da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o turno noturno provoca alterações hormonais que fazem com que o organismo não reconheça mais sinais de saciedade. "“Já havia uma ideia de que pessoas que trabalham à noite comem mais, mas não se sabia se elas sentiam ou não mais fome e o porquê disso"”, diz o endocrinologista Bruno Geloneze Neto, coordenador do estudo.

Para entender a influência do turno noturno sobre o comportamento alimentar, os pesquisadores avaliaram 24 trabalhadoras do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (HC - Unicamp). Elas foram submetidas a refeições padrões, que consistem na ingestão de 515 calorias, com uma dieta hiperproteica e hiperlipídica. Além disso, todas tinham a mesma faixa de índice de massa corpórea (entre 25 e 35), padrões semelhantes de atividade física e de condições socioeconômicas e culturais. Do total, 12 funcionárias trabalhavam à noite e 12 eram do turno diurno.

Após as refeições as mulheres ficavam por observação durante quatro horas. Segundo Geloneze, ao terminarem de comer, as funcionárias que trabalham à noite não passavam pela queda do hormônio grelina nem pelo aumento da substância xenina - são elas que geram a saciedade no organismo. Por outro lado, esse balanço hormonal costuma ocorrer em qualquer pessoa que leve uma rotina normal. A grelina também reduz o gasto de energia, promove a retenção da gordura e aumenta a produção de glicose no corpo.

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