O que as escolas de samba ganham com NFT no carnaval

CEO de empresa especializada em tecnologia de NFTs quer oferecer serviço para doze escolas do Rio de Janeiro em 2023
 (Internacional Digital Group/Reprodução)
(Internacional Digital Group/Reprodução)
Por Da redação, com agênciasPublicado em 16/05/2022 15:46 | Última atualização em 16/05/2022 15:46Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Depois de Mangueira e Grande Rio, a IDG (Internacional Digital Group) quer levar o projeto de NFT (Non-Fungible Token ou Token não fungível) para todas as escolas de samba do Rio de Janeiro em 2023.

Sylmara Multini, CEO da empresa, revela que essa pode ser uma realidade em curto espaço de tempo no Brasil, algo impensável até poucos anos atrás.

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"Estamos falando de um evento reconhecido internacionalmente e entendemos que essa é uma forma de levarmos a cultura brasileira para o mundo, em especial o mercado asiático. No Carnaval de 2023 queremos oferecer os NFTs para as 12 escolas do grupo especial", revela.

Com sede na Califórnia, a startup já tem projetos a serem lançados nas áreas do entretenimento, esportes e música para os próximos meses. Especializados em tecnologia com foco comercial em NFTs, colocou recentemente em seu portfólio figurinhas digitais para colecionar de quatro diferentes propriedades.

A CEO da IDG explica os motivos que levam as escolas de samba a ganharem com as NFTs.

"Entendemos que é a cultura brasileira sendo levada por meio dos NFTs para outros continentes. E o engajamento com o público jovem aumentou. Queremos aproximar aqueles que gostam do samba e do carnaval por meio destas novas propriedades do meio digital", conta.

Nesta semana, aconteceu uma prova do quanto este movimento veio para ficar. O NFT de Exú da campeã Grande Rio - tema central do seu enredo vencedor - foi vendida por mil dólares dentro da plataforma IDG (Internacional Digital Group).

Além do colecionável digital do orixá mensageiro, o comprador também levará para casa uma memoriabilia (item físico surpresa fornecido oficialmente pela escola de samba), pois trata-se de uma figura de categoria lendária dentro da coleção.

Para Sylmara Multini, que tem expertise de atuação de licenciamento em entretenimento em marcas como Warner Bros, Disney e Mattel, além da linha de produtos e lojas dos Jogos Rio 2016, ainda existe um longo caminho a ser percorrido neste mercado.

"Os NFTs estão ganhando mercado, mas ainda estamos vivendo a sua infância. Ele será um a realidade quando uma grande parte da população tiver uma coleção na carteira virtual (Digital Wallet). Mas com todas as aplicações dos NFTs, este futuro não está muito distante."

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