Essa não é a Gotham do Batman, diz Margot Robbie sobre Aves de Rapina

Elenco de Aves de Rapina comenta sobre a importância de apresentar mulheres em situações reais nas telas de cinema
Aves de Rapina: atrizes estiveram no Brasil para divulgar o novo longa do universo dos heróis da DC (Maria Eduarda Cury/Exame)
Aves de Rapina: atrizes estiveram no Brasil para divulgar o novo longa do universo dos heróis da DC (Maria Eduarda Cury/Exame)
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Maria Eduarda Cury

Publicado em 06/12/2019 às 12:58.

Última atualização em 09/12/2019 às 14:31.

“Fantabuloso” e feminista — é assim que o novo filme inspirado nos quadrinhos da DC Comics, “Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa” é apresentado pelo elenco.

Dirigido por Cathy Yan, o longa traz Arlequina, Caçadora, Canário Negro, Renee Montoya e Cassandra Cain em uma aventura para se tornarem vigilantes — ou vilãs — independentes em Gotham.

Para promover o filme, as atrizes estão no Brasil, onde participam da CCXP, um dos principais eventos de cultura geek do país. Na manhã desta sexta-feira, 6, Margot Robbie, que interpreta a protagonista Arlequina, reafirmou sua paixão pela personagem e disse que ainda há muita história a ser explorada.

“Essa não é a Gotham de Bruce Wayne”, disse a atriz, em referência ao longa mostrar a cidade durante o dia e com cenas mais coloridas, diferentemente dos filmes do Batman, normalmente mais escuros e tenebrosos. Ela também disse acreditar que Arlequina necessitava de um grupo de garotas e elogiou a roteirista Christina Hudson por entender a mente por trás da atitude da personagem.

Sua versão da Arlequina no filme "Esquadrão Suicida" (2016) teve grande sucesso com os fãs e com o público geral — mais que as versões dos desenhos animados — a ponto de ganhar um filme próprio. Segundo a atriz, a ideia do longa vem sido conversada desde então. Robbie, que também é produtora do filme, disse que a intenção é contar a história da personagem partindo de seu próprio ponto de vista, além de introduzir outras personalidades femininas para o universo da DC no cinema.

Diferentemente da intérprete de Arlequina, que começou a ter contato com o universo após conseguir o papel, a diretora Cathy Yan e a intérprete da Canário Negro, Jurnee Smolett-Bell, já eram fãs do mundo de Gotham.

Bell contou que conheceu a personagem enquanto jogava o game Injustice 2, que também tem a presença de figuras da DC. “Ela é uma personagem tão icônica, e foi tão doido quando recebi a ligação para ler o roteiro, mas aqui estamos nós”.

Yan disse que, após crescer com os filmes do Batman, é uma honra poder apresentar personagens ainda não vistas como protagonistas em uma tela de cinema — como a Caçadora, de Mary Elizabeth Winstead, Cassandra Cain, de Ella Jay Basco, e Renee Montoya, de Rosie Perez.

Para Basco e Perez, que estão entrando agora no universo de super-heróis e convenções, uma das melhores partes foi aprender a lutar. Elas contaram que a diretora insistia que elas aprendessem as coreografias de cenas de luta para que o filme ficasse o mais cru e real possível.

Em uma painel na CCXP, na noite de quinta-feira (5), Jacob disse que teve aulas particulares com um mágico para aprender truques de como roubar com facilidade. Perez lembrou, nesta manhã, que os primeiros treinos foram intensivos e doloridos, e Smolett-Bell complementou que as cenas de luta e ação eram a parte mais cansativa da produção.

O elenco concordou que o filme é uma mensagem para as mulheres reais, que precisam lidar com suas circunstâncias e entender suas forças e fraquezas. Robbie, que não aponta a Arlequina como um exemplo para as garotas, explicou que permanecer fiel ao personagem e a suas motivações é a melhor maneira de trazer essa complexidade para as telonas.

O longa, que teve um segundo trailer e a cena inicial apresentados exclusivamente para o público durante a CCXP, chega aos cinemas brasileiros no dia 6 de fevereiro de 2020. O filme ainda conta com Ewan McGregor (Star Wars), como o vilão Máscara Negra, e Chris Messina, como Victor Zsasz, um dos grandes inimigos do Batman.