E o Oscar vai para... a Rolex

A manufatura apoia o cinema com patriocínio da premiação, programa de mentoria com cineastas como Spike Lee e criação do maior museu sobre Hollywood

Foi um Oscar diferente de todos, como tudo nesse último ano tem sido diferente. A data passou de fevereiro para abril, os filmes foram produzidos a um custo mais baixo, temais mais atuais foram abordados e festejados, estatuetas importantes foram concedidas a mulheres, negros e asiáticos.

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Nomadland, o grande vencedor com três estatuetas, mostra um grupo de pessoas percorrendo os Estados Unidos em busca de sustento. A diretora, a chinesa Chloé Zhao, foi apenas a segunda mulher na história da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas a vencer a categoria – e a primeira mulher não branca indicada.

Também pela primeira vez concorreram filmes voltados diretamente para o streaming, o que torna a premiação mais contemporânea e adaptada para uma época de isolamento. Foi, portanto, uma celebração à internacionalização, à diversidade, e também um retrato dos tempos dramáticos que vivemos. Ganham também as marcas que neste momento mantém seu apoio à festa do cinema, como a Rolex.

Ponteiros voltados para as artes

A Rolex começou a apoiar a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em 2016, primeiro projetando e hospedando a Greenroom, sala onde apresentadores e convidados especiais aguardam antes de sua entrada no palco na cerimônia, e no ano seguinte com apoio à premiação.

O Greenroom este ano aconteceu na Union Station, uma das últimas grandes estações de trem nos Estados Unidos. No ambiente sob o teto arqueado de uma das alas da estação, os convidados podiam  tentar relaxar. Uma das paredes era feita revestida de folhagens - bom lembrar que o verde é tambem a cor da manufatura suíça. Uma galeria de fotografias prestava homenagem à criação de obras-primas cinematográficas.

A Rolex é a patrocinadora fundadora do novo Academy Museum of Motion Pictures, que deverá ser inaugurado em Los Angeles em 2021. O novo museu foi projetado pelo arquiteto Renzo Piano, vencedor do Prêmio Pritzker, e terá 4.650 metros quadrados de galerias para exposições e um teatro com capacidade para 1.000 pessoas, entre outras instalações.

Será o principal museu de cinema do mundo, com um intuito nada modesto: ajudar as pessoas a compreender as artes e as ciências por trás da magia do cinema. A Rolex sediará uma galeria com a história dos filmes em que a marca esteve presente no pulso de personagens icônicos.

Quando Marlon Brando interpretou o Coronel Kurtz em Apocalypse Now, ele estava usando um relógio Rolex. Em A Cor do Dinheiro, Paul Newman ostentou um Rolex quando retomou seu personagem Fast Eddie Felson. Em Titanic, Bill Paxton, como o caçador de tesouros Brock Lovett, estava usando um Rolex quando desceu em um submersível até o lendário transatlântico naufragado.

Segundo a manufatura, a aparição desses relógios não foi ação de merchandising. Os relógios teriam sido uma escolha pessoal dos diretores para retratar a coragem de seus personagens — um sentido de resistência e controle, ao lado de um senso de sofisticação e de estilo, de acordo com a Rolex.

A marca patrocina ainda o Programa Rolex de Mestres e Discípulos, criado em 2002. Trata-se de um programa de mentoria a cineastas emergentes. Martin Scorsese, que assim como James Cameron é atualmente embaixador da Rolex, já orientou jovens profissionais de todos os lugares do mundo.

O programa coloca as jovens promessas em contato com mestres artistas para um período de colaboração criativa. Outros mentores na área de cinema já incluíram os diretores Alfonso Cuarón, Stephen Frears, Alejandro G. Iñárritu, Mira Nair, Zhang Yimou e o editor de filmes Walter Murch. O atual mentor de cinema é o diretor Spike Lee.

Audiência em baixa, faturamento em alta

Segundo o mercado publicitário americano, patrocinadores do Oscar como Google, General Motors, Verizon e a própria Rolex pagam em torno de 2 milhões de dólares por um comercial de 30 segundos durante a premiação. É pouca coisa menor do que no ano passado, ainda que tudo indica uma queda na audiência.

Em 2020, 23,6 milhões de pessoas nos Estados Unidos assistiram à premiação, que teve o filme sul-coreano Parasita como grande destaque. Isso já foi 20% a menos do que em relação a 2019. Em 2014, foram 40 milhões de espectadores.

Grandes eventos do entretenimento têm tido diminuição de audiência, em um fenômeno que ainda precisa ser compreendido. Este ano, o Grammy teve 53% a menos de expectadores. O Globo de Ouro, considerado precursor do Oscar, sofreu uma perda de mais de 60%.

Ainda assim, o Oscar é um evento que movimenta o mercado. A Disney, dona do canal ABC, teria investido 900 milhões de dólares pelos direitos de transmissão. Somente a Netflix pagou estimados 30 milhões de dólares em campanhas para divulgar suas produções concorrentes.

Pela importância do prêmio e pelas cifras que movimenta, entende-se o interesse das marcas em se associar ao evento. Com pandemia ou não, fato é que as pessoas não deixarão de sonhar e se emocionar com as produções cinematográficas.

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