Oscar consagra "Nomadland" em noite de grande diversidade

Nascida na China, Chloe Zhao foi premiada como melhor diretora por "Nomadland", o que a tornou a primeira mulher asiática e a segunda mulher a levar o troféu para casa

"Nomadland", a história de norte-americanos que moram em vans, recebeu o Oscar de melhor filme e mais dois prêmios em uma noite de triunfos para as mulheres que também testemunhou a volta do glamour de Hollywood após um longo confinamento pandêmico.

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Causou muita surpresa o Oscar de melhor ator ir para o britânico Anthony Hopkins por sua interpretação de um homem com demência em "O Pai" – era grande a expectativa de que a estatueta iria para o falecido Chadwick Boseman por seu último filme, "A Voz Suprema do Blues".

Nascida na China, Chloe Zhao foi premiada como melhor diretora por "Nomadland", o que a tornou a primeira mulher asiática e a segunda mulher a levar o troféu para casa. Kathryn Bigelow foi a primeira em 2010.

Frances McDormand, uma das poucas profissionais do filme no qual várias pessoas interpretaram versões de si mesmas, conquistou seu terceiro Oscar e fez um apelo emocionado para que as pessoas voltem aos cinemas em breve.

O distanciamento social forçou uma reformulação da cerimônia, que foi transferida para a estação Union Station do centro de Los Angeles.

Os indicados e seus acompanhantes percorreram o tapete vermelho depois de se submeterem a exames de Covid-19 e protocolos de quarentena, a maioria sem máscaras.

A perspectiva de todos os prêmios de atuação irem para pessoas de cor pela primeira vez não se concretizou, mas 15 mulheres conquistaram o recorde de 17 Oscars, segundo a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, entre eles os de som ("O Som do Silêncio"), design de produção ("Mank"), roteiro original ("Bela Vingança") e documentário ("Professor Polvo").

O acerto de contas nacional com o racismo sistêmico nos Estados Unidos também foi um tema após a condenação na semana passada de um ex-policial branco pela morte do negro George Floyd.

"Como mãe de um filho negro, conheço o medo com que tantos convivem, e não há fama ou fortuna que mude isso", disse Regina King, diretora de "Uma Noite em Miami", que trata de quatro ícones negros do movimento pelos direitos civis norte-americanos nos anos 1960.

Youn Yuh-jung, de 73 anos, foi eleita a melhor atriz coadjuvante por seu papel de avó irritadiça no filme sobre imigrantes "Minari", a primeira sul-coreana agraciada com um Oscar.

O britânico Daniel Kaluuya foi reconhecido como melhor ator coadjuvante pela interpretação do Pantera Negra Fred Hampton em "Judas e o Messias Negro".

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