Dia do Orgulho Nerd: entenda a presença geek nos cinemas e no mundo pop

Star Wars, Harry Potter, Marvel, DC e Senhor dos Anéis: conheça as franquias que consolidaram o mundo geek no cinema

Mais de 40 anos depois do lançamento do primeiro “Star Wars”, os nomes Luke Skywalker, Darth Vader e Leia Organa ainda são as principais referências para o universo de ficção científica e nerd.

O que George Lucas criou em 1977 se tornou, além de um marco para o desenvolvimento narrativo e tecnológico no cinema, o principal produto responsável pelo sucesso de um gênero cinematográfico focado em conteúdo geek. E a data do Dia do Orgulho Nerd, comemorado hoje (25), é justamente em homenagem ao primeiro filme da franquia, “Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança”, lançado em 25 de maio de 1977.

Como consequência, a saga de filmes que se passa em uma galáxia muito, muito distante acabou influenciando e deixando sua marca em diversas produções que vieram após. “Toy Story”, “Alien”, “Battlestar Galactica” e “Phineas e Ferb” são alguns exemplos de produções que utilizaram de conceitos vistos em “Star Wars” em alguma parte de sua história, seja como homenagem ou parte essencial da narrativa.

Star Wars

 (Lucasfilm/Divulgação)

E, embora o sucesso da franquia dos Skywalker – que conta com filmes, séries, quadrinhos, livros, brinquedos, músicas, jogos, um parque temático e serve até como referência para nomes de objetos científicos – seja incomparável, esse foi apenas o começo do mundo geek no cinema.

Ainda no século 20, a trilogia de “De Volta para o Futuro” também brincou com elementos da ficção científica e angariou uma base de fãs robusta, que tem o viajante do tempo Marty McFly como referência até os dias atuais. Mas o que marcou a virada do século foi “Matrix”, primeiro filme da trilogia pensada pelas irmãs Lily e Lana Wachowski.

Com sua realidade alternada, o universo de Matrix foi o responsável por estabelecer o que de fato significava um produto multimídia: para entender completamente a história, os fãs precisavam ir além do filme e conhecer as histórias em quadrinhos, os curtas-metragens e os jogos feitos após os filmes, além de estar por dentro das teorias criadas por internautas na época.

Matrix

 (Village Roadshow/Reprodução)

Essa interação fez com que se iniciasse uma cultura de completo envolvimento entre os fãs e o filme/série, e estes nunca mais foram produtos únicos. Essa relação se intensificou com a chegada do ano 2001, que marcava também o início efetivo das adaptações de livros para o cinema.

Ainda que não sejam voltados unicamente para o público nerd como se é conhecido – isto é, o público consumidor de quadrinhos, fantasia e ficção científica –, “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel” e “Harry Potter e a Pedra Filosofal” conquistaram seu espaço. Abordando um lado mais mitológico, mágico e menos científico do que as obras anteriormente citadas, as franquias foram responsáveis por ressignificar o que é a cultura pop e trouxeram um novo – e ainda maior – público para esse universo cada vez mais vasto.

Senhor dos Anéis

 (Wingnut Films/Reprodução)

Mesmo com tudo isso, ainda tinha espaço para os super-heróis se destacarem. Se no século 20 o gênero não alcançou o esperado, a partir de 2000 seria diferente: quem não tem a cena do beijo de Homem-Aranha e Mary Jane Watson gravada na cabeça? A primeira trilogia de Peter Parker, que teve seu primeiro filme em 2002 – muito antes do Universo Cinematográfico Marvel –, é até hoje considerada uma referência para o gênero. Foi, para muitos, um dos primeiros indícios do forte apelo que um super-herói mais humano tinha com o público.

Algumas adaptações depois – diversos filmes de sucesso dos X-Men e, também, filmes que foram mal na crítica, como “Elektra”, “Motoqueiro Fantasma”, “Demolidor” e mais – a Marvel encontrou a fórmula do sucesso: selecionar uma equipe de heróis não tão conhecida e criar um universo compartilhado entre seus filmes. Foi assim que Homem de Ferro, Capitão América, Viúva Negra, Hulk, Thor e Gavião Arqueiro entraram para a lista dos super-heróis mais conhecidos do mundo – o que resultou em seis filmes da Marvel Studios estarem na lista dos vinte filmes com a maior bilheteria do mundo, sendo “Vingadores: Ultimato” o primeiro, com mais de US$ 2 bilhões de bilheteria.

Vingadores

 (Marvel/Reprodução)

Mas a Marvel não foi a única a também garantir sucesso no cinema: enquanto o Universo do estúdio era criado, a editora DC Comics conseguiu seu prestígio com “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, filme que levou o gênero para as principais categorias do Oscar e elevou as expectativas de todos. Como Coringa, o ator Heath Ledger (1979-2008) se eternizou no papel do filme de Christopher Nolan. A trilogia Batman por Nolan é, até hoje, a série de filmes do gênero mais bem avaliada.

Mulher-Maravilha, Arlequina, Superman, Doutor Estranho, Pantera Negra, Deadpool e Wolverine também são grandes referências do universo dos quadrinhos das últimas duas décadas. A “era de ouro” dos heróis e vilões é evidente e contribuiu – ainda mais – para um crescimento do público que consome conteúdo nerd, independente da mídia de preferência.

Dia do Orgulho Nerd (1)

 (Legendary/Warner Bros./Marvel/Reprodução)

O triunfo dos heróis não impede, porém, que os outros gêneros também tenham sucesso. Da parte distópica, mágica e mitológica, as franquias Percy Jackson, Jogos Vorazes e Crepúsculo se destacaram nesta década e já prometem um retorno – seja com livros ou conteúdo audiovisual novo. Star Wars, a razão para a existência da data de hoje, também não perdeu espaço: a franquia está cada vez mais presente com filmes, séries, quadrinhos, livros e jogos novos, além de ter um parque sempre atualizado no território de Orlando da Disney.

Como uma das indústrias mais movimentadas do mundo, o mundo nerd é cada vez mais lucrativo. Em 2019, a CCXP, em São Paulo, bateu seu recorde de público e faturou 52 milhões de reais. Ainda em 2019, 4 dos 10 maiores filmes em termos de bilheteria eram sobre super-heróis, e arrecadaram mais de 6 bilhões de dólares globalmente.

Seja qual for a referência que surge em sua mente, os universos fantasiosos, científicos, heroicos, mitológicos e mágicos estão se expandindo cada vez mais. Pelo décimo quarto ano seguido, o Dia do Orgulho Nerd é uma forma de comemorar estes e muitos outros mundos fictícios que fizeram – e fazem – parte da infância, adolescência, fase adulta e velhice dos fãs.

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