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CEO da Prada compra banca de jornal histórica na Toscana para mantê-la funcionando

Quiosque funcionava há 70 anos na Piazza San Jacopo, no centro de Arezzo, e colecionava clientes famosos, entre eles o manda-chuva da grife, Patrizio Bertelli, e o cineasta Pier Paolo Pasolini

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Segundo o "The Guardian", Scartoni é bem conhecido em Arezzo por seu conhecimento enciclopédico de jornais e revistas raras (Google Street View/Reprodução)

Segundo o "The Guardian", Scartoni é bem conhecido em Arezzo por seu conhecimento enciclopédico de jornais e revistas raras (Google Street View/Reprodução)

O dono de uma banca de jornal histórica na cidade de Arezzo, na Itália, disse estar “encantado” com o negócio salvo por um de seus antigos clientes — ninguém menos do que Patrizio Bertelli, presidente da grife italiana Prada, segundo informou o jornal The Guardian.

Piero Scartoni, de 91 anos, que desde 1953 se levantava às 5h para cuidar da banca de jornal da Piazza San Jacopo, no centro de Arezzo, pode finalmente se aposentar depois que ela foi comprada por Bertelli, que nasceu na cidade e é marido da estilista Miuccia Prada.

“Bertelli era um cliente nas décadas de 1960 e 1970”, disse Scartoni. “Ele comprava um monte de jornais e revistas. Ele era um cliente especial. Então ele se tornou uma das pessoas mais ricas da Itália. Estou feliz que ele tenha vindo nos ajudar.”

Segundo o The Guardian, Scartoni é bem conhecido em Arezzo por seu conhecimento enciclopédico de jornais e revistas raras, enquanto sua banca, cujos outros clientes ao longo dos anos incluíram o falecido diretor de cinema Pier Paolo Pasolini, tornou-se um centro de debates sobre os assuntos do dia.

Dificuldades para manter a banca de jornal

Mas, como acontece com outras bancas na Itália, ele vinha lutando para manter o negócio em meio ao declínio no número de leitores de jornais.

“Ninguém mais lê”, disse ele. “Eu vendia 200 exemplares por dia do La Nazione, um dos jornais regionais mais antigos da Itália , e agora são 65.”

Ainda assim, apesar de poder se aposentar em 1996, Scartoni perseverou no negócio com a ajuda da filha, Cristiana.

“Eu ainda continuaria, mas minha família não quer”, disse ele. “Eles continuam dizendo: ‘Pai, por favor, aposente-se’. Venho vender alguns jornais, mas a administração tornou-se muito difícil. Tenho quase 100 anos, então realmente deveria parar.”

Bancas de jornal: negócio em extinção

A Itália perde cerca de 1.000 bancas de jornal em todo o país a cada ano. Muitas cidades pequenas estão agora sem uma única.

“Todas as bancas de Arezzo estão à venda, mas ninguém as quer”, disse Scartoni. “É um trabalho cansativo porque você tem de começar às 5 da manhã. Não vale mais a pena porque você quase não ganha nada.”

De acordo com o jornal italiano Corriere della Sera, Patrizio Bertelli teria pago cerca de 100 mil euros (cerca de R$ 530 mil).

Essa não é a primeira vez que Bertelli resgata estabelecimentos históricos da cidade, como o Buca di San Francesco, restaurante aberto em 1920, e o Caffè dei Costanti, do século 19.

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